Alerta: Intoxicação por metanol causa 3 mortes em SP

Mulher idosa com óculos escuros, olhando para um frasco.
Símbolo de alerta sobre os perigos da intoxicação por metanol e seus riscos à saúde.
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A morte do advogado Marcelo Macedo Lombardi, de 45 anos, ocorrida em São Bernardo do Campo, acendeu um sinal vermelho para as autoridades de saúde e segurança de São Paulo. Ele é uma das três vítimas que faleceram no estado, com suspeita de intoxicação por metanol, até o fechamento desta edição.

Marcelo, que consumia bebidas alcoólicas habitualmente, sentiu sonolência intensa e visão turva na noite de sexta-feira, após uma confraternização. Os sintomas se agravaram rapidamente, levando-o a procurar atendimento médico no dia seguinte, já com sinais de rebaixamento de consciência.

Durante a internação, seu quadro clínico piorou drasticamente, evoluindo para falência múltipla de órgãos. Portanto, o laudo médico preliminar indicou intoxicação por metanol como causa da morte, uma substância altamente tóxica e proibida para consumo humano.

Investigação sobre a intoxicação por metanol avança

Nas últimas semanas, o estado de São Paulo registrou nove casos suspeitos de intoxicação por metanol, com três mortes confirmadas. O Centro de Vigilância Sanitária confirmou a presença da substância no organismo do advogado por meio de exames laboratoriais.

Consequentemente, o Ministério da Justiça e Segurança Pública emitiu um alerta nacional. Hospitais e unidades de pronto atendimento devem considerar a hipótese de intoxicação por metanol em pacientes com sintomas como visão turva e confusão mental.

Ademais, bares e restaurantes foram orientados a reforçar a checagem da procedência de bebidas alcoólicas. A Polícia Civil de São Paulo instaurou inquérito para apurar a origem da bebida consumida por Marcelo.

O objetivo é identificar falhas na distribuição e retirar o lote adulterado de circulação. Investigações consideram, inclusive, a participação do crime organizado na adulteração, com metanol desviado de cargas destinadas a combustíveis para destilarias clandestinas.

A Associação Brasileira de Combate à Falsificação aponta que a substância pode ter sido fornecida a distribuidores ligados a facções criminosas, ampliando o risco. A Secretaria de Segurança Pública aguarda os laudos periciais finais.

Por fim, a morte do advogado reforça os riscos do consumo de bebidas sem procedência comprovada. As famílias das vítimas cobram celeridade nas investigações e responsabilização dos envolvidos, expondo falhas na fiscalização do setor de bebidas no estado. Para mais informações sobre saúde, acesse nosso portal: portal163.com.br/saude.

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