O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), atribuiu ao ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) a responsabilidade pelo não cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) referente ao pagamento do adicional de insalubridade profissionais saúde.
O acordo, homologado em 2023, determina que o cálculo do adicional seja feito apenas sobre o salário base inicial de cada categoria. Anteriormente, o cálculo era sobre a remuneração total, afetando diretamente cerca de dois mil servidores.
Gestão anterior prejudicou cumprimento do TAC
Em entrevista, Abílio Brunini destacou que a atual gestão enfrenta sérias dificuldades financeiras, herdadas da administração de Emanuel Pinheiro. Portanto, o cumprimento integral do acordo judicial se tornou inviável.
“Se a gente não está cumprindo o TAC, a culpa é do Emanuel. Além de deixar uma dívida absurda, ele não deixou as condições para que a gente pudesse cumprir todas as medidas. Emanuel ferrou a saúde de Cuiabá”, declarou o prefeito.
A prefeitura decidiu prosseguir com o TAC, mesmo com o risco de improbidade administrativa. Contudo, a medida gerou forte insatisfação entre os servidores da saúde, que já ameaçam deflagrar uma greve.
Apesar das críticas de Emanuel Pinheiro sobre a condução da saúde municipal, Abílio Brunini rebateu duramente. Ele afirmou que o ex-prefeito é o principal responsável pelo caos na saúde cuiabana.
O atual gestor busca, portanto, alternativas financeiras para compensar os profissionais. O objetivo é evitar perdas salariais enquanto se cumpre as obrigações do TAC, garantindo a estabilidade para os servidores. A comunidade de saúde em Cuiabá aguarda resoluções urgentes.
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