Fábrica Clandestina Suplementos Fechada em Cuiabá

Fachada de um prédio comercial com sinais de interdição e fita policial.
Autoridades interditaram fábrica clandestina de suplementos em Cuiabá, apreendendo produtos irregulares.
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A Polícia Civil, em ação conjunta com a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá, interditou uma fábrica clandestina de suplementos alimentares. A operação visou coibir a produção irregular na Capital, nesta sexta-feira (5.12).

Operação Revela Irregularidades em Fábrica Clandestina de Suplementos

A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) realizou a operação, fiscalizando dois endereços da mesma empresa. Essa companhia utilizava, inclusive, dois CNPJs distintos para suas atividades.

No primeiro local, que deveria abrigar a fábrica, os agentes encontraram um imóvel sem estrutura para produção. O espaço funcionava há mais de quatro anos como depósito de um cartório de imóveis.

Os responsáveis pelo cartório afirmaram desconhecer a suposta fábrica. Contudo, a situação mais grave foi descoberta no segundo endereço, onde funcionava a loja da empresa.

No piso superior, equipes encontraram salas improvisadas com grande quantidade de caixas. Essas caixas continham sachês fracionados de chás e pacotes com cápsulas de origem desconhecida.

“Os produtos eram fracionados e reembalados em vasilhames com rótulo próprio da empresa, prática totalmente irregular e sem controle sanitário”, relatou o delegado Rogério Ferreira, titular da Decon.

Os fiscais verificaram o uso de etiquetas destacáveis com informações inseridas manualmente. Essas etiquetas indicavam data de fabricação, validade e lote.

Foram encontradas, ainda, etiquetas que afirmavam aprovação da Anvisa. Contudo, a empresa não possuía autorização da Anvisa para fabricar ou manipular suplementos alimentícios. O alvará sanitário municipal também era inexistente.

Diante das irregularidades, a Vigilância Sanitária interditou a empresa e todos os produtos encontrados. Os responsáveis foram intimados a comprovar a origem do material e apresentar laudos de composição.

“Instauramos inquérito policial para apurar os fatos”, afirmou o delegado. A investigação busca comprovar eventual falsificação, alteração ou adulteração de produto alimentício, com penas que podem chegar a oito anos de prisão e multa.

Para mais informações sobre fiscalizações e direitos do consumidor, acesse portal163.com.br/noticias/consumidor/.

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