A articulação do ministro Carlos Fávaro garantiu a instalação do escritório Apex Cuiabá. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) tem ampliado os mercados para o agronegócio brasileiro. Portanto, Mato Grosso, grande produtor de grãos e rebanho bovino, terá ainda mais destaque nas exportações.
Escritório Apex Cuiabá impulsiona o agronegócio mato-grossense
A instalação de um escritório Apex Cuiabá foi anunciada em Brasília, nesta terça-feira (23). Com isso, o estado poderá expandir sua participação no comércio internacional. “Esse trabalho de sucesso do nosso governo, estreitando as relações do Brasil com o mundo, agora terá um impulso para o agronegócio”, declarou o ministro Carlos Fávaro. Assim, o termo para iniciar o processo de instalação foi assinado na sede da Apex.
O presidente da Apex, Jorge Viana, ressaltou o compromisso com o estado. “Firmamos o compromisso de abrir um escritório no estado que mais produz e exporta no agronegócio do Brasil, que é Mato Grosso. Então, Cuiabá vai ter um escritório da Apex”, afirmou. O novo espaço, que será inaugurado em novembro, ficará na sede do Sistema Famato. Ele se soma a outras 17 unidades internacionais da agência, além de seis escritórios nacionais.
Transformação e renda com o escritório Apex Cuiabá
O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, destacou o impacto do novo escritório Apex Cuiabá. “Isso que vai acontecer em Mato Grosso é transformação. Não tenho dúvida de que esse trabalho é um bem muito grande que o estado precisa para, cada vez mais, colocar renda nas mãos das pessoas”, comentou. Em 2025, Mato Grosso já registrou exportações no agronegócio de US$ 19,75 bilhões.
Conforme Jorge Viana, o escritório permitirá mais investimentos internacionais e maior promoção dos produtos mato-grossenses globalmente. A ApexBrasil, com atuação desde 2003, foca em parcerias público-privadas. No ano passado, por exemplo, foram mais de US$ 8,6 bilhões em investimentos estrangeiros anunciados. A diretora de negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, enfatizou que o foco será tanto em grandes quanto em pequenas e médias empresas.
Dessa forma, espera-se diversificar mercados e gerar ainda mais renda para a população. Mato Grosso, já reconhecido pela exportação de soja, a qual atingiu US$ 13,07 bilhões desde janeiro, busca agora ampliar sua carta de exportações. Portanto, a intenção é gerar mais renda para diversas regiões e setores da economia mato-grossense. O ministro Fávaro também mencionou o desenvolvimento do AgroInsight, um instrumento para apoiar exportadores.
Um exemplo notório são as aberturas de mercado para grãos derivados do etanol de milho, como DDG e DDGS. Somente na gestão do ministro Carlos Fávaro, foram abertos mercados para 13 países. A produção de resíduos de milho saltou de 278,1 mil toneladas em 2022 (US$ 91 milhões) para 791,9 mil toneladas em 2024 (US$ 188 milhões). Além disso, produtos como o gergelim, com Canarana como maior produtor nacional, ganharam força internacionalmente.
“Este é o resultado de um trabalho integrado”, destacou Fávaro, ressaltando a sinergia entre relações diplomáticas, sustentabilidade e agronegócio. A produção de etanol de milho, a supersafra do grão, e o uso do milho na alimentação animal contribuem para a verticalização e o aumento de agroindústrias no estado. Para mais notícias regionais, visite nosso portal.










