Criminosos têm encontrado novas formas de enviar celulares para detentos em Mato Grosso. Na manhã de segunda-feira (25/08), policiais penais da unidade prisional de Cáceres, na região oeste do estado, interceptaram um drone que tentava sobrevoar a unidade com um pacote contendo um celular, evidenciando a persistência das tentativas de introduzir aparelhos em presídios.
A equipe de vigilância avistou o aparelho sobrevoando um dos raios da unidade. Dessa forma, eles conseguiram segurar o fio do drone, que, ao ser arremetido, acabou enroscado na fiação de alta tensão. A concessionária de energia foi acionada para a remoção do drone, que carregava um celular e acessórios.
Interceptações em Rondonópolis e Mata Grande
No último final de semana, a Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis, também apreendeu um drone. Este tentava entregar materiais ilícitos na unidade prisional, portando um pacote com dois celulares e acessórios. Assim, a ação demonstra a constante atuação das forças de segurança contra essas práticas.
Uma operação de campana, realizada no perímetro interno e externo da penitenciária, identificou um aparelho móvel não tripulado sobrevoando o raio 3. Os policiais penais, portanto, conseguiram apreender o pacote deixado pelo drone. Posteriormente, após a apreensão, diligências em uma região de mata nas proximidades levaram à localização do próprio drone.
Estatísticas Alarmantes em Mato Grosso
Nos primeiros sete meses deste ano, um total de 50 drones foram apreendidos enquanto sobrevoavam unidades prisionais de Mato Grosso. A maioria, significativamente, foi abatida na Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis, transportando celulares, fumo e acessórios. Esses dados refletem um aumento na tentativa de introdução de itens ilícitos por meio aéreo.
Um levantamento da área de inteligência da Sejus revela que, entre 2021 e 2025, foram apreendidos 292 drones em áreas de unidades prisionais do estado. Em face desse cenário, o secretário de Estado de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato, destaca que os criminosos buscam outras alternativas para levar materiais ilícitos aos presos, dado o reforço nos procedimentos operacionais.
“Foram intensificadas as operações de revista e as ações ostensivas para coibir a entrada e a permanência de materiais ilícitos em nossas unidades, conforme estamos trabalhando desde o início do Programa Tolerância Zero contra as Facções Criminosas”, assegurou o secretário. Dessa maneira, o combate a essas ações continua sendo prioridade.
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