Durante a audiência na Assembleia Legislativa, o ex-secretário de Saúde de Mato Grosso e candidato a deputado estadual, Gilberto Figueiredo (Republicanos), compareceu nesta quarta-feira (2) para ser ouvido pela CPI da Saúde e reafirmou a disposição para prestar esclarecimentos sobre sua gestão à frente da pasta. Ele destacou que a oitiva, marcada para esclarecer dúvidas sobre contratos, licitações e a atuação da SES durante a pandemia, é uma oportunidade de esclarecer fatos com transparência. A sessão, no entanto, não ocorreu porque os deputados suspenderam os trabalhos durante o período eleitoral; as atividades serão retomadas no dia 7 de outubro, quando o plenário retornará aos trabalhos de investigação e apuração.
O ex-secretário afirmou que pretende responder a todos os questionamentos quando for novamente chamado pela Comissão. “Eu estou aqui, atendendo à convocação da Assembleia Legislativa. Estou à disposição para responder 100, 200, quantas perguntas forem necessárias. Eu não tenho motivo para ter vergonha ou medo”, disse ele, reforçando a confiança na natureza técnica dos trabalhos. Ainda neste ponto, ele ressaltou que não houve comprovação de ilegalidades até o momento nos relatos sobre a SES durante a pandemia entre 2020 e 2022; os contratos da pasta seguem procedimentos formais, com licitação, análise jurídica e participação de diferentes setores e servidores. A confiança na apuração, acrescentou, nasce da existência de documentos e auditorias realizadas por órgãos de controle, o que sustenta a frase disposição para prestar esclarecimentos.
Disposição para prestar esclarecimentos
Questionado sobre a realização da CPI durante o período eleitoral, Gilberto reconheceu que a proximidade das eleições pode provocar interpretações políticas, mas afirmou que prefere acreditar no caráter técnico dos trabalhos. “Pode parecer que existe uma intenção política. Mas eu tenho ouvido o presidente da comissão, o deputado Wilson Santos [do PSD], falando que é uma CPI técnica e assim quero acreditar”, declarou.
Ao comentar sua passagem pela SES, Gilberto contrapôs os questionamentos da CPI às entregas realizadas durante os anos em que esteve à frente da pasta e citou como um dos principais exemplos a conclusão do Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, obra paralisada por 34 anos. “Ninguém resolveu fazer uma CPI para apurar por que esse hospital ficou abandonado a poucos metros daqui. Ninguém fez uma CPI para apurar por que os municípios de Mato Grosso ficaram quase 11 meses sem receber repasses no governo anterior”, questionou. Gilberto ocupou a Secretaria de Estado de Saúde entre 2019 e 2026 e defendeu que sua gestão seja avaliada também pelo conjunto de investimentos, obras e serviços entregues à população.
– Retorno da oitiva em 7 de outubro
– Não há comprovação de ilegalidades até o momento
– A CPI é vista como técnica pelo presidente da comissão
– Hospital paralisado há 34 anos é citado como ponto de referência
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