A vereadora Maysa Leão (Republicanos) criticou a apresentação de um dossiê pelo prefeito Abilio Brunini (PL) na CPI da CS Mobi. Ela classifica o ato como um espetáculo e questiona a tempestividade das informações. Portanto, Maysa Leão defende que o foco da investigação deveria ser o contrato entre a Prefeitura de Cuiabá e a CS Mobi.
O ‘espetáculo’ do direcionamento licitatório CPI
O prefeito Abilio Brunini apresentou um dossiê na CPI, levantando suspeitas de direcionamento licitatório. Segundo a vereadora, os documentos foram entregues com apenas 16 dias restantes para o fim da CPI. Além disso, ela considera esse possível direcionamento um fato novo, fora do escopo original da investigação sobre o contrato.
Maysa Leão questionou a demora na apresentação dessas informações. “224 dias depois o senhor chega com uma grande caixa, que poderia ter sido apresentada para nós previamente, num grande espetáculo. São milhares de soluções para 16 dias, o que é impossível”, afirmou a parlamentar.
Ela ressaltou que o Executivo, representado pelo prefeito, detém o poder de fiscalizar as cláusulas contratuais. “Quem tem o poder de ir cláusula a cláusula dizendo: vocês falaram que vocês vão fazer 6 pontos de ônibus, ao invés de 6 pontos de ônibus, vão fazer 30? É ele”, disse Maysa Leão.
A vereadora esclareceu ainda que a arrecadação do estacionamento rotativo retorna para a Prefeitura de Cuiabá após a conclusão do Mercado Municipal. A contrapartida paga pela empresa ao município é progressiva, iniciando em R$ 654 mil e podendo chegar a R$ 1,94 milhão.
Para Maysa, já passou o tempo de o prefeito dialogar com a CS Mobi e acordar contrapartidas mais vantajosas para o município. Como exemplo, ela citou a disposição da empresa em ceder um andar do Mercado Municipal para uso exclusivo da Prefeitura, um indicativo de bom relacionamento.
“Passou da hora de sentar e conversar no gabinete, olhar para Cuiabá, pensar no futuro, desenhar aquilo que é equilibrado e viável e passar para população”, concluiu Maysa Leão, incentivando o diálogo e a decisão executiva sobre o futuro do estacionamento rotativo.
Calhamaço de documentos e promessa de fim da pizza
Abilio Brunini compareceu à oitiva com um extenso volume de documentos, focando na fase pré-contratual. Ele levantou suspeitas sobre os trâmites firmados pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro. Ademais, o prefeito garantiu que a CPI da CS Mobi não “terminará em pizza”, indicando a seriedade com que trata o caso.
A discussão sobre o direcionamento licitatório CPI, embora apresentada tardiamente, traz novos elementos para o debate. Por exemplo, a possibilidade de a empresa beneficiada ter sido escolhida sem um processo licitatório transparente.
Em suma, a polêmica em torno do direcionamento licitatório CPI continua a gerar debates acalorados na política cuiabana, com a vereadora Maysa Leão atuando como fiscalizadora atenta dos processos.
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