Após denunciar as más condições do alojamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Cuiabá, uma médica grávida foi comunicada de seu desligamento junto à empresa SIM Saúde, terceirizada responsável pelo serviço, que mantém contrato com a Secretaria de Estado de Saúde (SES). A denúncia de alojamento precário foi um dos principais motivos da demissão. A profissional havia procurado a Controladoria Geral do Estado (CGE) para relatar problemas estruturais severos no espaço destinado ao descanso, além de irregularidades contratuais.
A denúncia foi formalizada de maneira anônima junto à Ouvidoria da CGE, no dia 9 de dezembro de 2025, e descreve um cenário de precariedade tanto nas condições físicas, quanto na organização do trabalho das equipes médicas. Além disso, a médica relata que a empresa estaria impondo plantões consecutivos, fazendo com que profissionais permaneçam em atividade por até 24 horas seguidas.
Falhas Estruturais no Alojamento do Samu
- Infaltrações e goteiras no alojamento;
- Falhas estruturais no forro de gesso;
- Leitos danificados;
A denúncia também aponta o descumprimento de cláusulas contratuais relacionadas à estrutura oferecida aos profissionais. Em conclusão, a médica foi comunicada de seu desligamento de forma repentina, via ligação telefônica, por uma pessoa que se disse dona da empresa e informando que a “ele não pode ter no quadro de colaboradores, alguém que não seja grata a empresa”.
A empresa SIM Saúde afirmou que houve um “equívoco de comunicação” e que a demissão foi revogada, pois a pessoa que fez a ligação informando o desligamento é apenas um responsável técnico e que não teria legitimidade para demitir profissionais médicos.
Para acessar a nota da SIM Saúde, clique aqui.
A médica negou que tenha retornado ao trabalho, por medo de perseguição e novas retaliações por parte da empresa. Por exemplo, ela informou à reportagem que já pediu cópia de seu contrato várias vezes ao setor responsável, mas não houve resposta.
Os plantões da profissional continuam normais, segundo a nota da SIM Saúde. No entanto, a médica grávida segue sem saber o que acontecerá com seu contrato.










