A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), fez um apelo direto ao governador Mauro Mendes (União) pela abertura de uma delegacia 24h para mulheres na cidade. Ela expressou sua frustração diante da negativa do governador, que argumenta alto custo e questiona a real necessidade para a segunda maior cidade do estado ter uma unidade funcionando ininterruptamente.
Urgência da Delegacia 24h em Várzea Grande
Flávia Moretti declarou, em entrevista à rádio Jovem Pam, que se sente em uma sinuca de bico, pois é uma defensora fervorosa da causa. Portanto, ela ressaltou que a comunidade de Várzea Grande necessita da delegacia 24h de forma imediata, considerando a dor e o sofrimento das vítimas que não podem esperar. “Como mulher e cidadã várzea-grandense, a cidade precisa da Delegacia 24h, de forma imediata. Não dá mais para esperar”, enfatizou a prefeita.
Ademais, a gestora afirmou que, se tivesse autonomia, já teria assinado a ordem de serviço para a instalação. “Eu peço clamor ao governador. Porque é ele que tem a caneta na mão, como eu tenho a caneta na Várzea Grande. Se eu pudesse abrir uma delegacia da mulher, eu já tinha assinado, convocado para abrir”, explicou a prefeita.
No entanto, o governador Mauro Mendes justificou sua posição, na semana anterior, alegando o alto custo e a viabilidade de deslocamento para Cuiabá. “Não é doloroso sair de Várzea Grande para ir a Cuiabá. Temos um estado muito grande, uma delegacia 24 horas precisa de 5 delegados. Se eu fizer em todos os municípios para proteção da mulher, precisaremos em média 700 delegados, olha o custo disso para a sociedade”, argumentou Mendes.
Por outro lado, Flávia Moretti rebateu, explicando que a estrutura física para a delegacia 24h já existe. O que falta, segundo ela, é apenas o recurso humano, o corpo de delegados e servidores. “A gente tem a estrutura da delegacia. É só, vamos colocar assim, só o RH. Só o pessoal porque a estrutura já está lá, já está sendo pago o aluguel, já tem o custeio”, defendeu.
Além disso, ela descreveu o desespero de mulheres vítimas de violência que, muitas vezes, não têm condições de se deslocar ou sequer de usar o celular para registrar um Boletim de Ocorrência (BO). “A mulher desesperada, porque apanhou, ela não tem condições nem de pegar no celular para fazer o BO. E aí, ela vai fazer o BO e ela vai sair para fazer o boletim. Como que ela vai? Ela quer um abraço, ela quer um carinho, ela quer um cheiro. E aí, ela vai no CISC, que ali em Várzea Grande, ou na Flagrantes, ali na Filinto Muller. Não tem condições”, lamentou.
Finalmente, a prefeita ressaltou que a unidade também serviria para atender a cidade de Nossa Senhora do Livramento, que faz parte da mesma comarca. Acesse nosso portal para mais notícias da região. Veja mais em portal163.com.br.










