Abilio critica lentidão da CPI da CS Mobi

Imagem de Abilio Brunini criticando a CPI da CS Mobi, com enfoque em sua frustração com a lentidão da investigação.
Prefeito Abilio Brunini expressa insatisfação com o andamento da CPI da CS Mobi.
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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), manifestou descontentamento com a celeridade dos trabalhos da CPI da CS Mobi. Ele cobra mais empenho dos aliados, inclusive do vereador e presidente da comissão, Rafael Ranalli (PL), e do líder na Câmara, Dilemário Alencar (União Brasil).

Abilio cobra agilidade na CPI da CS Mobi

Em entrevista no Palácio Alencastro, Brunini expressou “estranhamento” com o ritmo investigativo. A CPI apura o contrato de Parceria Público-Privada (PPP) de 30 anos com a empresa que administra o estacionamento rotativo na área central da cidade.

O gestor aguarda um posicionamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre o contrato. Contudo, reclamou da demora da CPI da CS Mobi na Câmara Municipal, ressaltando a necessidade de fazer as perguntas corretas para aprofundar a investigação.

“Às vezes eu tenho a sensação que a CPI não quer continuar investigando, então essa é uma sensação meio estranha ali. Eu percebi nos comentários que a CPI quer encerrar logo”, declarou Abilio.

Além disso, ele sugeriu que a comissão deveria prosseguir com as apurações, pois há muitos pontos a serem esclarecidos. Ele mencionou a necessidade de ouvir todos os envolvidos na elaboração do contrato.

O prefeito relembrou suspeitas sobre a formatação do contrato, citando que ex-procurador geral do município, auditores e fiscais já indicaram falhas. No entanto, essas falhas teriam sido ignoradas por superiores.

Em suma, Abilio destacou que a comissão possui uma autoridade que o município não detém no momento. Assim, a CPI deve se desdobrar para apurar a situação que tem prejudicado a prefeitura com o confisco de recursos.

“Tem que ver quem foi que tirou vantagem com esse contrato, porque a gestão pública aqui não foi”, pontuou.

Ele exemplificou a necessidade de investigar um aditivo contratual que vinculou o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) ao contrato. “Por que não passou pela Câmara, sendo que era necessário passar pela Câmara para fazer um aditivo contratual vinculando o FPM? Tem que explicar isso também.”

O objetivo da CPI da CS Mobi é investigar eventuais irregularidades como sobrepreço, descumprimento de cláusulas contratuais ou outros danos ao erário público. Por exemplo, o firmamento de uma relação de fiador da Prefeitura no empréstimo tomado pela CS Mobi.

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