Contrato anulado por venda emocional: alerta para os consumidores

Contrato anulado por venda emocional
Alerta para os consumidores sobre práticas abusivas em contratos de multipropriedade turística
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Contrato anulado por venda emocional: alerta para os consumidores

Quando a compra de um produto ou serviço é realizada sob forte pressão psicológica, o consumidor pode se sentir vulnerável à venda sob pressão emocional.

Em uma decisão recente, a Quinta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso anulou um contrato de multipropriedade turística após constatar práticas abusivas na venda e determinou a devolução integral dos valores pagos, além de indenização por danos morais.

Segundo o colegiado, a venda foi realizada sob forte pressão psicológica, com uso de brindes e informações verbais que não correspondiam ao que estava escrito no documento final.

Para o relator, desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, a divergência entre o que foi prometido no momento da venda e as cláusulas efetivamente contratadas caracteriza propaganda enganosa e vício de consentimento, violando o direito básico do consumidor à informação clara.

Contrato anulado por venda emocional

Além de manter a nulidade do contrato e a restituição integral dos valores pagos, o Tribunal entendeu que a situação ultrapassou o mero aborrecimento. O tempo gasto em uma apresentação excessivamente longa, em momento que deveria ser de lazer, aliado à frustração gerada pelas promessas não cumpridas, configurou dano moral indenizável.

Portanto, a indenização de R$ 10 mil foi determinada, sendo R$ 5 mil para cada consumidor.

No entanto, o recurso foi parcialmente provido para ajustar o valor da indenização, permanecendo inalterados os demais pontos da sentença.

É importante lembrar que a venda sob pressão é uma prática comum em contratos desse tipo, o que torna o consumidor mais vulnerável. Além disso, a divergência entre o que foi prometido e as cláusulas efetivamente contratadas caracteriza propaganda enganosa e vício de consentimento.

Por exemplo, em uma apresentação excessivamente longa, é comum que os consumidores sejam pressionados a tomar decisões precipitadas, sem ter tempo para analisar as cláusulas do contrato.

Em conclusão, é fundamental que os consumidores estejam atentos a essas práticas abusivas e busquem orientação antes de assinar qualquer contrato.

Para saber mais sobre como proteger seus direitos como consumidor, consulte o artigo Direitos do Consumidor: o que você precisa saber no nosso portal.

Leia também sobre como evitar contratos abusivos e como buscar ajuda se você já assinou um contrato que não é justo.

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