O delegado de São José do Xingu, Onias Estevam, assegurou nesta terça-feira (26) que a Polícia Civil manterá o cerco contra facções criminosas na região. A declaração surge após a bem-sucedida Operação Midnight, que já cumpriu nove ordens judiciais. Portanto, o foco agora é desmantelar um grupo envolvido em sequestro, tortura, receptação e crimes tributários.
Operação Midnight: O Cerco Contra Facções em Andamento
O delegado enfatizou que a Polícia Civil prosseguirá com as investigações para dar andamento a inquéritos que estavam paralisados há algum tempo. Assim, o objetivo é alcançar mais membros dessa facção criminosa. A Operação Midnight, deflagrada nesta manhã, é fruto de uma investigação que começou em março, após a apreensão de cestas básicas sem nota fiscal. O grupo criminoso utilizava essas doações como forma de assistencialismo para obter apoio local.
Com base nesse caso inicial, a Polícia Civil desvendou a estrutura da facção. Posteriormente, passou a apurar outros crimes graves cometidos pelo grupo. Dias após a apreensão das cestas, o mesmo bando sequestrou e agrediu brutalmente uma pessoa, que ficou refém por cerca de 12 horas. Essa vítima foi acusada de furtar joias e dinheiro, sendo alvo de um “salve”, um tipo de punição imposta por lideranças do crime organizado.
A operação resultou no cumprimento de cinco mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pela 3ª Vara Criminal de Porto Alegre do Norte, com ações concentradas em São José do Xingu e Porto Alegre do Norte. Ao todo, 20 policiais civis participaram dessa importante ofensiva. Essa ação integra o programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, dentro da operação maior denominada Inter Partes. O nome da operação, “Midnight” (meia-noite em inglês), é uma referência direta ao principal investigado, apontado como líder da facção na região.
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