Câmara lê pedido de cassação contra Chico 2000

Foto da sessão da Câmara de Cuiabá lendo o pedido de cassação do vereador Chico 2000.
Durante a leitura, a Câmara de Cuiabá analisou a cassação do vereador Chico 2000 por quebra de decoro.
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Na quinta-feira (5), a Câmara de Cuiabá realizou a leitura de um novo pedido de cassação contra o vereador afastado Chico 2000 (PL). O documento foi protocolado pelo servidor público e jornalista Juliano Rafael Teixeira Enamoto. Além disso, a denúncia sustenta a ocorrência de quebra de decoro parlamentar, com base no conjunto de fatos investigados pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

Após a leitura em plenário, o documento será encaminhado à Procuradoria-Geral da Câmara Municipal, responsável por analisar se há elementos suficientes para a admissibilidade da denúncia. A representação destaca que as investigações em curso ultrapassam a esfera individual do vereador e atingem diretamente a imagem institucional do Legislativo cuiabano.

cassação vereador Chico 2000

Além disso, a denúncia sustenta que, mesmo afastado judicialmente e sem exercer as funções parlamentares, Chico 2000 permanece vinculado ao mandato, o que, na avaliação do denunciante, provoca prejuízos financeiros e morais à Câmara Municipal.

Na última terça-feira (3), o Legislativo já havia dado início à análise do primeiro pedido de instauração de Comissão Processante contra o vereador afastado por quebra de decoro parlamentar. O requerimento foi protocolado no dia 27 de janeiro pelo ex-juiz federal Julier Sebastião (PT). Portanto, a cassação de Chico 2000 é um dos temas mais discutidos no Legislativo Municipal recentemente.

Em abril de 2025, ele foi afastado em razão da Operação Perfídia, que investigou esquema de cobrança de propina por parte de vereadores a uma empreiteira que executava a construção da Avenida Contorno Leste. Na ocasião, o vereador Sargento Joelson (PSB) também foi afastado. No entanto, a Operação Gorjeta ainda está em andamento e tem como objetivo apurar a prática de crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Chico 2000 chegou a ter a prisão pedida, mas o Judiciário determinou apenas a expedição de medidas cautelares. Além disso, o Poder Executivo e o Poder Legislativo de Cuiabá também estão proibidos de contratar ou nomear quaisquer dos alvos investigados na operação.

O bloqueio inicial de R$ 676.042,32 (seiscentos e setenta e seis mil e quarenta e dois reais e trinta e dois centavos) das contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas foi determinado, além do sequestro de sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis. Leia mais sobre a Operação Gorjeta em nossa edição anterior.

Os elementos apurados apontaram que o grupo se associou com a finalidade de direcionar emendas parlamentares a um instituto e uma empresa, e o recurso era parcialmente “devolvido” ao parlamentar, responsável pela destinação da emenda. Em conclusão, a denúncia de cassação contra Chico 2000 é um passo importante para a investigação e punição dos crimes cometidos.

Além disso, a Câmara de Cuiabá já havia início à análise do primeiro pedido de instauração de Comissão Processante contra o vereador afastado por quebra de decoro parlamentar, protocolado no dia 27 de janeiro pelo ex-juiz federal Julier Sebastião (PT). Leia mais sobre a Câmara inicia processo que pode levar à cassação de Chico 2000.

Para saber mais sobre a Operação Gorjeta e como ela pode afetar outros institutos, leia Operação Gorjeta pode atingir outros institutos, aponta fonte.

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