O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) manifestou apreensão quanto à cassação da prefeita de VG, Flávia Moretti, e do vice, Tião da Zaeli. Ele considerou a situação um cenário negativo para o município. Assim, o parlamentar não vê com bons olhos mais um revés administrativo.
Possível cassação da prefeita de VG gera debate
O processo que pode culminar na cassação da prefeita de VG está em andamento na 20ª Zona Eleitoral. A ação judicial apura supostos abusos de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação. Dessa forma, os detalhes do caso permanecem sob sigilo judicial.
Uma audiência decisiva está marcada para esta quinta-feira (2), às 13h30, no Fórum de Várzea Grande. Ao ser consultado sobre o progresso da ação, Júlio Campos utilizou uma metáfora popular para ilustrar a imprevisibilidade da esfera judicial.
“Justiça é Justiça. A gente não sabe. Já dizia um velho ditado popular que mão de juiz, saco de urna e bunda de criança, ninguém sabe o que vem”, pontuou o deputado. Com isso, ele externou ceticismo em relação ao desfecho.
Ademais, o deputado recordou o histórico conturbado do município com gestores que sofreram cassação. Desde o primeiro prefeito eleito, Miguel Leite da Costa, em 1949, Várzea Grande presenciou múltiplas descontinuidades na gestão pública. Isso impacta diretamente o desenvolvimento local.
“Se, Deus o livre, ocorrer nova cassação, a cidade já tem um histórico complicado. Desde 1949, quando Miguel Leite da Costa foi cassado, outros gestores também perderam o cargo, como Murilo Domingos e Wallace Guimarães. Isso gera descontinuidade e prejudica o município”, declarou. Em suma, a instabilidade política afeta o progresso da cidade.
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