O secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Oliveira, deixou a audiência BRT Cuiabá promovida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta segunda-feira (13). Assim, os debates passaram a se concentrar nos atrasos das obras em Cuiabá e Várzea Grande.
audiência BRT Cuiabá
Visivelmente irritado, ele afirmou que preferiu sair para evitar desgaste. “Com todo o respeito, a minha equipe vai responder. Isaac, você responde à parte técnica. E, com todo o respeito que eu tenho por vocês, eu vou pedir licença, porque eu sou muito nervoso. Tem coisa que eu quero falar e isso vai me infartar”, declarou. A tensão entre os poderes executivo e legislativo teve reflexos claros nos debates, com interrupções frequentes e perguntas diretas que dificultaram a construção de um consenso. O episódio, segundo analistas, evidencia uma relação de confronto que pode atrasar decisões importantes para Cuiabá e Várzea Grande.
Audiência tratou dos custos da implantação do BRT, um tema central que mobiliza governos, empresas e a população interessada em mobilidade urbana. Os presentes discutiram as métricas de custo, as fontes de financiamento e a necessidade de transparência nesse processo que envolve recursos públicos significativos.
Um dos pontos centrais foi o aumento do valor da contratação para as estações, gerando críticas sobre a gestão da licitação. O debate também se voltou para os critérios de seleção das empresas, questionando se houve critérios justos e prazos realistas. Além disso, a possível revisão do cronograma acendeu o debate sobre impactos na mobilidade esperada para Cuiabá e região.
Além disso, segundo parlamentares, a licitação previa investimento de R$ 68 milhões para 77 estações; após a desclassificação da vencedora, o custo subiu para R$ 120 milhões, elevando o preço por estação de forma expressiva. Os participantes pediram mais clareza sobre as etapas seguintes e cobraram prazo viável para conclusão das obras, com impactos diretos no dia a dia dos usuários e empresários locais.
Aumento de custos na licitação
Critérios de seleção das empresas
Impacto no cronograma
Antes de deixar a sessão, Marcelo Oliveira comparou o andamento das obras ao antigo projeto do VLT, afirmando que o modal ficou cerca de dez anos parado sem que os trilhos fossem implantados. Ele ressaltou que propostas públicas precisam de acompanhamento técnico rigoroso, planejamento sólido e fiscalização eficiente para evitar novos gargalos. O grupo discutiu alternativas para acelerar entregas, sem comprometer a qualidade e a segurança, mantendo o foco nas necessidades da população.
Em seguida, criticou a forma como os recursos públicos são tratados no país e citou casos como “Emenda Pix” e “orçamento secreto”. “O Brasil precisa ser mudado”, declarou. Além disso, a audiência BRT Cuiabá evidenciou disputas entre governo e Legislativo, além de apontar lacunas na governança e na comunicação entre as esferas. A conversa continua no portal de notícias local, buscando esclarecer quais medidas serão adotadas para manter a transparência e a responsabilidade fiscal.
Para acompanhar futuras atualizações, leia mais no Portal 163. Além disso, mais detalhes estão disponíveis em Melhorar mobilidade urbana em Cuiabá: sugestões do Ministério Público e Mobilidade Urbana em Cuiabá: Sugestões do MP para Melhorar o Trânsito. Acompanhe, ainda, os próximos artigos para entender como o tema avança e quais impactos podem ocorrer no dia a dia da população.









