Assassinato de pioneiro do café em Colniza: agiota vai a júri

Pioneiro do café em Colniza, Arildo Batista Dalto, vítima de assassinato.
Agiota é julgado pelo assassinato de um pioneiro do café em Colniza, Arildo Batista Dalto.
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O agiota Elinaldo Fontelis Costa, 47 anos, enfrentará o tribunal do júri na próxima semana para responder pelo crime de ter mandado assassinar pioneiro café Colniza, Arildo Batista Dalto. A sessão está marcada para 3 de dezembro, às 8h, na Câmara de Vereadores local, uma vez que Colniza não possui fórum judiciário.

Agiota Elinaldo Fontelis Costa no banco dos réus

Arildo Batista Dalto, o fundador da Café Dalto, foi brutalmente assassinado em 15 de fevereiro de 2024, na porteira de sua propriedade. A perícia revelou que ele foi atingido por treze disparos de arma de fogo na cabeça e no tórax, caracterizando uma cruel emboscada. Portanto, o julgamento se torna um marco importante.

Em junho deste ano, Elinaldo Fontelis Costa, apontado como mandante, foi preso em Mineiros, Goiás, onde estava foragido. Conforme a Polícia Civil, o agiota é conhecido por sua violência ao cobrar dívidas. Ele responde por homicídio qualificado e pode ser condenado a até 30 anos de prisão.

O homem foi denunciado por homicídio qualificado, com agravantes significativas. Essas incluem pagamento ou promessa de recompensa, motivo fútil, e traição, emboscada ou dissimulação, que dificultaram a defesa da vítima. Além disso, a forma como o crime foi planejado demonstra a crueldade.

Em contrapartida, Valque Mendes da Silva, o homem apontado como executor do crime, continua foragido, mesmo após quase dois anos do assassinato. Uma terceira pessoa, que teria atuado como intermediária, foi detida em agosto, porém as investigações prosseguem.

Segundo a Polícia Civil, a morte foi encomendada devido a uma dívida que Arildo não possuía. O filho do casal teria avalizado um cheque para um amigo, que não quitou o débito. Por conseguinte, o agiota começou a fazer cobranças agressivas, chegando a ameaçar o chefe da família.

No fatídico dia 15 de fevereiro, Arildo foi emboscado na porteira da fazenda, seu local de rotina ao final do dia. Ele não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda no local. Assim, a tragédia chocou a comunidade.

Histórico de um pioneiro do café em Colniza

Arildo Batista Dalto, que tinha 52 anos quando foi assassinado, também foi Secretário de Obras de Colniza entre 2013 e 2016. Seu trabalho como pioneiro do café em Colniza impulsionou o município, que hoje é conhecido como a “capital mato-grossense do café”. Sua atuação foi notável.

Em entrevista ao Mídia Jur, sua viúva, Ozédina Oliveira Dalto, ressaltou que a Secretaria de Infraestrutura, sob a gestão de Arildo, construiu mais de 300 pontes e recuperou estradas vicinais. Ele foi, inclusive, premiado como melhor secretário de obras.

A família Dalto chegou a Colniza em 1999 com o sonho de cultivar café. Arildo, vindo de uma família de cafeicultores, considerava o trabalho no campo um ofício de berço. Posteriormente, consolidaram sua trajetória na região.

Dina explicou que, antes da chegada deles, havia apenas uma pequena chácara que funcionava como cooperativa, mas sem a devida documentação empresarial. Desta forma, a Café Dalto se tornou a primeira empresa formal do ramo na cidade, impulsionando o setor.

Atualmente, mais da metade da produção de café do estado de Mato Grosso tem origem em Colniza, um legado direto do trabalho e visão dos pioneiros como Arildo Batista Dalto. Visite https://portal163.com.br/ e saiba mais sobre o agronegócio na região.

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