O senador Jayme Campos (União Brasil) avalia que o clima em Brasília não favorece a concessão de anistia geral. Isso, portanto, afetaria diretamente os apoiadores de Jair Bolsonaro presos e condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023. O relator do PL da Anistia, Paulinho da Força, no entanto, busca converter o projeto para um PL da Dosimetria, visando a redução de penas.
Redução de penas, não anistia geral DF
Jayme Campos se mostrou favorável à redução de penas proposta por Paulinho da Força. Por exemplo, ele considera descabida a condenação de 27 anos para Bolsonaro. Todavia, essa pena soma os crimes apontados pelo STF: organização criminosa, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Assim, a anistia geral no DF parece distante.
“Concordo plenamente com a redução da dosimetria praticada. Em resumo, algumas coisas estão erradas, mas temos que melhorar. Condenar o presidente Bolsonaro por 27 anos, acho que é um exagero”, comentou o senador. Além disso, ele destacou a experiência de Paulinho da Força, com seis mandatos. Contudo, o ambiente em Brasília não aponta para uma anistia ampla, geral e irrestrita.
A ideia de alguns aliados de Bolsonaro era um perdão total entre 2019 e 2023. Entretanto, existem divergências sobre o alcance e a possibilidade de apagar completamente os atos praticados. Por exemplo, um dos planos envolvia o perdão para tentativas de execução do presidente Lula e do ministro Alexandre de Moraes.
Jayme Campos citou ainda o caso dos bolsonaristas que tentaram explodir um caminhão com combustíveis perto do aeroporto em dezembro de 2022. Nesse sentido, ele considera descabido qualquer perdão para tais atos. Portanto, atitudes terroristas devem ser punidas conforme a lei, respeitando a ampla defesa. Para mais notícias regionais, visite Portal 163.










