ALMT debate altos índices de feminicídio em audiência pública

Audiência pública da ALMT discute feminicídio em Mato Grosso
Debate na Assembleia Legislativa destaca a maior taxa de feminicídio no Brasil
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Em uma audiência pública realizada na tarde desta quinta (11), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) discutiu os altos índices de feminicídio no estado, que é o maior do país por taxa proporcional nos últimos dois anos consecutivos. Além disso, a ALMT debateu os altos índices de feminicídio em audiência pública, que é um problema grave e complexo que afeta não apenas as mulheres, mas também a sociedade como um todo.

Os dados divulgados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública em julho deste ano mostram que Mato Grosso teve a maior taxa proporcional de feminicídios do país em 2024, com 47 mulheres assassinadas por motivação de gênero no estado no ano passado, resultando em uma taxa de 2,5 casos por 100 mil habitantes, a maior do Brasil. Além disso, em 2025 o estado já registrou 37 casos desse crime.

“Esses números dizem que fracassamos retumbantemente na proteção da vida das mulheres. Esses números nos tira a paz e a tranquilidade. A gente sabe que a cada feminicídio que acontece, há milhares de mulheres sendo violentadas. Então, é muito triste mesmo essa situação em Mato Grosso, como é no Brasil todo”, afirmou Edna Sampaio (PT), deputada em exercício.

Além disso, a discussão sobre feminicídio em Mato Grosso

Na avaliação da delegada Judá Marcondes, titular da Delegacia Especial em Defesa da Mulher de Cuiabá, a situação é mais grave no interior do Estado, onde há menos equipamentos públicos preparados para atender a questão da violência contra a mulher. “Em Cuiabá, a rede de enfrentamento é muito forte. Temos a Polícia Civil, a Polícia Militar com sua Patrulha Maria da Penha, além do Judiciário e do Ministério Público. Estamos todos integrados e atuando fortemente no combate à violência, mas precisamos implementar isso também no interior”, disse.

  • A presidente do Movimento Negro Unificado de Mato Grosso, Isabel Garcia, ressaltou que o acesso aos atendimentos não é igual para todas. “Os serviços de apoio para algumas mulheres chega com muita dificuldade e deveria ser melhor. Até que essas mulheres recebam a informação, procurem um médico ou consigam fazer uma denúncia, o que é muito difícil, o tempo que se perde é imenso.”
  • A coordenadora do Núcleo de Enfrentamento da Violência Doméstica da Capital, promotora Claire Vogel Dutra, destacou que as medidas protetivas salvam vidas. “As medidas protetivas salvam vidas. A gente já teve mais de 12 mil medidas protetivas deferidas no ano de 2025.”

Além disso, a deputada Edna Sampaio anunciou que diversas sugestões dadas na audiência serão encaminhadas ao governo. “Vamos solicitar a criação da uma secretaria de estado de mulheres. Também foi falado aqui sobre a ampliação e o apoio a políticas de educação e creches, para que as mulheres possam exercer a sua atividade profissional e ter mais liberdade.”

A ALMT vai instalar grupos para discutir feminicídio e novas audiências no interior estão marcadas para a próxima semana, sendo Rondonópolis no dia 15 e Cáceres no dia 18. Leia Também: Projeto de Lúdio vira lei e garante sociedade civil no Conselho de Igualdade Racial

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