Apesar de uma ala do governo defender a demissão do ministro Carlos Lupi (Previdência) após o escândalo do INSS, interlocutores de Lula no Palácio do Planalto rechaçam a possibilidade do pedetista deixar o cargo.
Aliados afirmam que, até agora, Lula sequer cogita demitir o ministro, aliado do presidente há mais de duas décadas.
Bruno Peres/Agência Brasil
Segundo esses interlocutores, Lula só seria convencido a demitir Lupi se o ministro fosse citado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto.
O Planalto também não “vê problema” na participação do ministro em audiências no Congresso Nacional. A avaliação é que Lupi pode aproveitar o espaço para defender a si e ao governo.
Como o Metrópoles mostrou, Lupi será ouvido e questionado por parlamentares nesta terça-feira (29/4), na Câmara dos Deputados. Ele também estaria em uma audiência no Senado, mas cancelou sua participação.
A ideia é que Lupi utilize o discurso formulado pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, de que o governo Lula está tentando apurar e combater as fraudes nos benefícios do INSS.
A Operação
A Polícia Federal cumpriu mais de 200 mandados de busca e apreensão e seis prisões na Operação Sem Desconto, que investiga entidades por descontos fraudulentos. Ao todo, elas arrecadaram R$ 6,3 bilhões com mensalidades cobradas dos aposentados.
O caso revelado pelo Metrópoles levou ao afastamento judicial do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e de outros integrantes da cúpula do órgão.
Leia o material na íntegra no Metrópoles, parceiro do Rdnews NÃO É CITADO Aliado de Lula há anos, Lupi continua no governo após operação da PF Aliado de Lula há anos, Lupi continua no governo após operação da PF Permanência do ministro Carlos Lupi (Previdência) não é cogitada pelo presidente, segundo interlocutores Permanência do ministro da Previdência não é cogitada pelo presidente, segundo interlocutores










