Após mais de duas décadas, o advogado Aroldo Fernandes da Luz, vulgo “Aroldão”, finalmente irá a júri, acusado de tentar matar a então namorada em 2005, conforme relatado no portal Portal 163. O caso, marcado pela violência e por uma longa tramitação judicial, será finalmente submetido ao julgamento popular.
Segundo a denúncia, Aroldo espancou a vítima, identificada como C.S.Q., e a abandonou desacordada em um matagal às margens da rodovia Arquimedes Pereira Lima. A vítima, que também é advogada, teve o rosto deformado pelas agressões.
Além disso, o Ministério Público sustenta que o crime foi cometido por motivo fútil, o que pode agravar a pena em caso de condenação. A mulher apenas pediu para ir embora de uma festa, o que gerou a violência.
Advogado tenta homicídio qualificado
Entre os vários ferimentos, a vítima teve parte do crânio exposta e ficou 3 dias em coma. A acusação aponta que a tentativa de homicídio só não foi consumada por circunstâncias alheias à vontade do réu.
Conforme o processo, Aroldo voltou a ser preso ao descumprir medidas protetivas e continuar ameaçando a vítima. A prisão foi decretada pela juíza Amini Haddad Campos e ocorreu na garagem do prédio onde ele trabalhava.
Processo conturbado
Entre os elementos reunidos pela investigação está um e-mail enviado à vítima com ameaças diretas. Em um dos trechos, o acusado afirma: “Acho melhor vocês se cuidarem porque assaltos violentos, sequestros e balas perdidas são muito comuns por aí”. Em outro, escreve: “Eu bem que pedi pra você mudar seu depoimento no inquérito, mas você, teimosa, não quis. Agora aguenta as consequências”.
No julgamento, caberá aos jurados decidir se o advogado será condenado por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil, cuja pena pode chegar a 30 anos de prisão, ou se a acusação será desclassificada para um crime de menor gravidade, como lesão corporal.
A sessão do júri será conduzida pelo promotor Vinicius Gahyva. A assistência de acusação ficará a cargo dos advogados João Vitor Diniz e Reinaldo Josetti. O veredito encerra um processo que se arrasta há 21 anos.
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