O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), negou veementemente que sua aproximação com o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) tenha qualquer interesse político visando as eleições de 2026. Ele afastou especulações de que estaria planejando uma candidatura conjunta para o Palácio Paiaguás.
Amizade, não projeto eleitoral para interesse político
Embora nos bastidores o nome da primeira-dama e vereadora, Samantha Iris (PL), esposa de Abilio, tenha sido cotado para vice em uma possível aliança entre PL e Republicanos, o prefeito frisou que se trata apenas de “amizade”. A relação pessoal prevalece sobre os planos políticos, segundo ele.
Na última quarta-feira (24), Abilio e Samantha estiveram com Pivetta na Praça Alencastro, recebendo maquinários para a agricultura familiar. Questionado pela imprensa sobre um possível apoio futuro ao vice-governador, o prefeito preferiu se esquivar. “Acho que as coisas têm que ser discutidas com o tempo. Nós estamos no começo desse processo da discussão política”, declarou.
Ademais, Abilio ressaltou que a parceria com o Governo do Estado não tem um foco eleitoral. “A nossa parceria com o Governo do Estado não é uma parceria vocacionada em processo eleitoral”, afirmou categoricamente.
Ele complementou, explicando que a relação com Pivetta e o governador Mauro Mendes (União Brasil) é antiga e baseada em amizade. “Eu sou amigo do Pivetta desde 2020. Então, desde 2020 a gente conversa, desde 2020 a gente tem um bom relacionamento”, disse. A ajuda a Cuiabá não estaria ligada a projetos eleitorais futuros.
Em contrapartida, o prefeito aproveitou para alfinetar o ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Ele lembrou que Pinheiro tinha relações rompidas com Pivetta e Mauro Mendes, o que, segundo Abilio, resultou na falta de investimentos em Cuiabá. Para o atual prefeito, que recebeu apoio da dupla em 2024, a afinidade e atração de investimentos são ações naturais do governo que visam ajudar o município.
“O governador está ajudando Cuiabá porque agora tem oportunidade de ajudar Cuiabá. Essa oportunidade que foi negada a ele durante os últimos oito anos por falta de um relacionamento que fosse no mínimo institucional”, pontuou. Ele reitera que o que se vê é um projeto voltado a ajudar o município e abrir espaço para investimentos estaduais.
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