O lobista Andreson de Oliveira Gonçalves é suspeito de ter continuado com o esquema venda sentenças no Judiciário, mesmo sob regime de prisão domiciliar. Essa é a nova frente da Operação Sisamnes, deflagrada nesta sexta-feira (03).
Suspeita de continuidade do esquema venda sentenças
A informação, divulgada pela revista Piauí, aponta que a operação investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais. Portanto, o caso envolve diversos atores, como advogados, empresários, assessores e magistrados.
Andreson já havia sido preso em novembro de 2024. Inicialmente, ele esteve na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. Posteriormente, foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, conhecida como “Papuda”.
Durante o período em que esteve preso, sua aparência física mudou drasticamente, com notável perda de peso. Em julho deste ano, contudo, ele obteve o benefício da prisão domiciliar.
Nas últimas semanas, informações chegaram aos agentes da Polícia Federal. Eles indicam que Andreson, mesmo confinado em sua residência, teria mantido as atividades criminosas relacionadas ao esquema venda sentenças.
De acordo com a publicação, a continuidade da atividade criminosa poderia levar à revogação da prisão domiciliar. No entanto, uma exceção seria a comprovação de risco à sua saúde no sistema prisional devido à fragilidade de seu estado de saúde.
Por essa razão, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, designou um perito. Ele irá à residência de Andreson para avaliar suas condições de saúde reais.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, um incidente ocorreu. O policial militar aposentado Dejair Silvestre dos Santos, que trabalha como segurança particular de Andreson, teria tentado esconder um celular. Assim, este ato configurou obstrução de justiça.
Por consequência, Dejair Silvestre foi preso em flagrante. Na mesma sexta-feira, ele foi transportado de Primavera do Leste para a sede da PF, em Cuiabá, em uma viatura oficial.
Por meio de nota, a defesa do policial lamentou a exposição do sargento. Além disso, ressaltou que ele está colaborando com a Justiça.
“A defesa lamenta a exposição do sargento Silvestre e reafirma que estará presente na audiência de custódia, que inicialmente será conduzida no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), por juiz designado pelo ministro Cristiano Zanin. O sargento está comprometido em colaborar com a Justiça e esclarecer todos os fatos que se fizerem necessários”, declarou a nota.
Operação Sisamnes e o esquema de venda de sentenças
A Operação Sisamnes, que começou em novembro de 2024, resultou na prisão de várias pessoas. Elas eram investigadas por integrar uma organização criminosa especializada na venda de decisões judiciais em processos de grande vulto.
Após sua prisão inicial, a defesa de Andreson alegou condições de saúde precárias. Chegaram a afirmar que o lobista estaria passando fome na cela. Ademais, a ausência de condenação definitiva também foi usada como argumento para obter a prisão domiciliar.
Atualmente, o lobista cumpre medidas cautelares enquanto o processo tramita. Para mais informações sobre notícias policiais, acesse: https://portal163.com.br/noticias/policia.










