A intenção de consumo famílias em Cuiabá mostra sinais de recuperação, com três meses seguidos de alta. Contudo, desafios como o acesso ao crédito e a renda limitam um avanço mais expressivo na capital.
Em setembro, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) alcançou 106,9 pontos, um aumento de 1,3% em relação a agosto. Essa elevação, que já se mantém por três meses, evidencia a resiliência do consumidor cuiabano.
Otimismo cauteloso na intenção de consumo famílias
Apesar da melhora, o índice ainda está 7,5% abaixo do registrado no mesmo mês de 2024. O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, vê a alta contínua como um sinal de confiança, apesar das restrições financeiras.
O otimismo em relação à compra de bens duráveis tem fortalecido a confiança dos cuiabanos. Portanto, há espaço para uma retomada mais consistente da demanda no médio prazo.
Componentes como Perspectiva Profissional (+5,0%) e Compra a Prazo (+4,4%) impulsionaram o índice. Por outro lado, os indicadores de Emprego Atual (-1,0%) e Renda Atual (-1,8%) apresentaram queda, mostrando um cenário misto.
Crédito e Renda: Os Freios no Consumo
A pesquisa revelou que, embora 53,8% se sintam mais seguros no emprego, 42,2% enfrentam maior dificuldade em obter crédito. Similarmente, a queda na renda atual e o peso dos juros elevados são fatores limitantes.
No entanto, 55% esperam melhora profissional nos próximos seis meses, e 55,7% relatam ter renda superior à de setembro de 2024. Essa dualidade reflete a atual situação econômica.
Na perspectiva de consumo, o cenário está dividido: 44% acreditam que gastarão mais, enquanto 43,3% preveem redução. Assim, a decisão de consumo depende de fatores individuais e econômicos.
Em contrapartida, o índice nacional apresentou queda em setembro, recuando para 101,1 pontos. Isso demonstra uma maior cautela em âmbito nacional, contrastando com a resiliência observada em Cuiabá.
“Em Cuiabá há uma percepção de maior segurança no emprego e certo otimismo em relação às perspectivas profissionais, o que tem sustentado a confiança das famílias na capital”, afirmou Wenceslau Júnior.
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