O deputado estadual Dilmar Dal Bosco, líder do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, reafirmou o forte compromisso do governador Mauro Mendes com a entrega do BRT em Cuiabá e Várzea Grande. Segundo ele, o modal será entregue pela atual gestão estadual, buscando solucionar um problema de longa data.
BRT em Cuiabá: Um histórico de desafios
O Consórcio Construtor BRT foi contratado em 2022 para a implantação completa do projeto, incluindo corredores, estações e terminais, com um investimento total de R$ 468 milhões. No entanto, atrasos significativos levaram ao rompimento do contrato pelo Governo do Estado em março deste ano. Portanto, o consórcio ficou responsável apenas pela conclusão de alguns trechos dos corredores.
O prazo inicial de 150 dias não foi cumprido e, após uma prorrogação de mais 54 dias, o encerramento ocorreu nesta quinta-feira (02). O deputado Dilmar Dal Bosco destacou que a responsabilidade não recai sobre o governo atual, lembrando que os primórdios das discussões sobre o modal remontam a 2012/2013 com o VLT.
O percurso do BRT até a Gestão Mendes
A implantação do BRT fazia parte do pacote de obras para a Copa do Mundo de 2014. Inicialmente, o projeto era o BRT, mas foi substituído pelo VLT, que acabou sendo abandonado por ser considerado inviável, após um investimento superior a R$ 1 bilhão. Em dezembro de 2020, houve o anúncio do retorno ao BRT.
O edital foi lançado em 2021, com previsão de conclusão em dois anos. Dilmar Dal Bosco relembrou que a Assembleia Legislativa, juntamente com o ex-governador Silval Barbosa, participou da mudança para o VLT, cujo modelo se provou inviável. Demoras jurídicas também contribuíram para o impasse, até que o Governo do Estado definiu pelo BRT. Assim, acredita-se que a entrega do BRT será concretizada.
Além disso, ponderou que, mesmo com uma possível renúncia de Mauro Mendes em março próximo para concorrer ao Senado, a entrega do BRT pode ser realizada pelo vice-governador Otaviano Pivetta. Este herdará a chefia do Executivo mato-grossense. O governo de Mauro Mendes e Otaviano Pivetta assumiu o compromisso de finalizar a obra.
Multa por atraso na execução
Na semana passada, o presidente da ALMT, deputado estadual Max Russi, defendeu a aplicação de multa ao Consórcio Construtor pelo atraso na execução dos serviços. A implantação dos corredores na Avenida do CPA, em trechos específicos, não está de acordo com o cronograma. Veja mais detalhes sobre obras no portal: Obras em Mato Grosso.










