Dados COAF inquérito: Justiça veta uso em investigação

Documento com selo da justiça e símbolo de investigação. Refere-se a dados COAF inquérito.
Decisão judicial veta uso de dados COAF inquérito em investigação policial em Mato Grosso.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

A justiça de Mato Grosso determinou que a Polícia Civil não poderá utilizar dados COAF inquérito em suas investigações. Essa proibição se refere à Operação Poço Sem Fundo, deflagrada neste ano.

Proibição de dados COAF inquérito em MT

A juíza Edna Ederli Coutinho acatou um pedido da empresária Cristiane Almeida. Ela argumentou que o emprego dessas informações infringia decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

Assim, a defesa pontuou que a solicitação direta de dados ao COAF, sem autorização judicial prévia, era irregular. Isso poderia comprometer as provas coletadas até o momento.

Contudo, a magistrada não suspendeu integralmente a investigação. Ela ponderou que o STF ainda analisa a legalidade de requisições financeiras diretas ao COAF.

Portanto, a juíza determinou o desentranhamento do relatório de inteligência financeira. Ela também vetou o uso de qualquer informação dele proveniente, a fim de garantir a segurança jurídica.

A Operação Poço Sem Fundo apura um suposto desvio de R$ 22 milhões em contratos de perfuração de poços artesianos. A Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat) é o foco principal.

Dessa forma, a operação investiga falhas em obras e fiscalização, que culminaram no pagamento por poços secos ou improdutivos. Diversas figuras públicas, incluindo ex-dirigentes da Metamat e empresários, são alvos.

O portal Portal 163 oferece cobertura detalhada das investigações e seus desdobramentos na região.

Em resumo, a decisão busca assegurar a lisura do processo investigativo, protegendo direitos fundamentais.

Compartilhe :

Veja mais