MPF exige expedição em terra indígena Tapayuna em MT

Indígenas do povo Tapayuna em seu território tradicional.
O povo Tapayuna luta pelo reconhecimento de sua terra ancestral em Mato Grosso.
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O Ministério Público Federal (MPF) obteve uma vitória importante na busca pela proteção da terra indígena Tapayuna. A Justiça Federal determinou que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) realize, em até 60 dias, uma expedição no território reivindicado pelo povo Tapayuna, também conhecido como Kajkwakratxi, em Mato Grosso. Essa decisão atende a um antigo pedido do MPF.

Expedição em terra indígena Tapayuna determinada pela Justiça

Uma liminar de 2019 já havia ordenado a expedição, porém, a Funai não a cumpriu. Diante da inércia, o MPF reforçou suas cobranças. Portanto, a sentença atual visa garantir a coleta de elementos essenciais.

A expedição deverá investigar a possível presença de indígenas isolados e reunir subsídios técnicos para a criação de um grupo de trabalho para identificação e delimitação do território. Além disso, caso índios isolados sejam localizados, uma área de restrição de uso deverá ser estabelecida com fiscalização.

O MPF apresentou na ação o histórico de violência e epidemias que quase dizimaram o povo Tapayuna, forçando sua remoção para o Parque Indígena do Xingu em 1970. Desde então, os sobreviventes buscam retornar à sua terra de origem, na região do Rio Arinos. No entanto, há relatos de que remanescentes permaneceram na área, com expedições anteriores registrando indícios da presença indígena.

A Justiça Federal destacou o reiterado descumprimento da Funai ao longo de seis anos, o que levou ao aumento das multas. Inicialmente fixada em R$ 2 mil diários, a multa subiu para R$ 5 mil em 2020, além de uma multa única de R$ 25 mil. Agora, a sentença impõe uma multa única de R$ 40 mil pela demora total da Funai em cumprir a determinação judicial.

Adicionalmente, o MPF atua em outro processo, ainda sem julgamento, que solicita a demarcação definitiva do território tradicional do povo Tapayuna, em conjunto com a União. Para mais informações, acesse a comunidade de WhatsApp do Rdnews: CLIQUE AQUI.

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