O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) defende a concessão do perdão total presos 8 de janeiro, argumentando que os detidos pelo ataque às sedes dos Três Poderes já cumpriram tempo suficiente de pena, entre 2 a 3 anos. Ele considera desproporcionais as sentenças que variam de 14 a 17 anos, especialmente quando comparadas a outros casos de terrorismo no Brasil que não resultaram em punições severas. A posição de Pivetta reacende o debate sobre a anistia e a justiça para os envolvidos nos eventos de 8 de Janeiro.
Pivetta defende perdão total a presos de 8 de Janeiro
Em entrevista concedida nesta quarta-feira (24), na Praça Alencastro, em Cuiabá, o vice-governador Otaviano Pivetta salientou que os indivíduos presos por participarem dos atos contestatórios ao resultado eleitoral já foram suficientemente punidos. “Eu acho que as pessoas que cometeram aqueles delitos naquele momento já foram castigadas durante esses quase quatro anos”, avaliou. Pivetta ainda ressaltou a discrepância ao observar que outros movimentos de terrorismo no país ocorreram sem que seus perpetradores fossem detidos. “Então, eu concordo com a anistia, eu acho que esse pessoal já sofreu um castigo grande e já tá de bom tamanho”, concluiu o vice-governador, reforçando seu posicionamento favorável à liberação dos presos.
O Partido Liberal tinha como intenção incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro em um eventual projeto de anistia. No entanto, a escolha de Paulinho da Força (SD-SP) como relator trouxe um novo cenário. Embora o foco principal do relator deva ser a redução de penas, e não a deslegitimação das condenações já proferidas, essa abordagem representa uma estratégia de contenção de danos para os apoiadores da anistia ampla.
É importante notar que a defesa por uma anistia ampla, geral e irrestrita é um movimento presente entre simpatizantes de Bolsonaro e dos presos. Tal medida abrangeria todos os atos considerados ilegais cometidos pelo ex-presidente e seus aliados no período entre 2019 e 2023, incluindo os atos que levaram à destruição da Sede dos Três Poderes. Para mais informações sobre este e outros temas, acesse nosso portal.










