O deputado estadual Elizeu Nascimento (PL) acusou o relator do PL da Anistia, deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), de agir de forma “esquerdista” com o intuito de prejudicar a proposta. Nascimento alega que a nomeação do relator, efetuada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, visa enfraquecer o projeto, que agora tramita com urgência sob o nome de PL da Dosimetria.
PL da Anistia: Urgência e Críticas
A intenção inicial do projeto era oferecer perdão a ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores envolvidos nos eventos de 8 de janeiro. Contudo, Nascimento considera as penas impostas aos bolsonaristas desproporcionais e sugere a existência de um duplo padrão, comparando com supostos atos cometidos por grupos de esquerda no passado.
“Para o PT e a esquerda não existiu dosimetria, né? Agora coloca lá um cara de esquerda para poder ser relator e vem com esses argumentos? Não existe anistia pela metade”, declarou o deputado, referindo-se à postura de Paulinho da Força. Paulinho da Força, por sua vez, mantém proximidade com o ministro do STF Alexandre de Moraes, figura frequentemente vista como adversária do campo bolsonarista.
Elizeu Nascimento vê a condenação de Bolsonaro como um reflexo de perseguição política contra a direita. Ele defende a legalidade de um perdão judicial para todos os envolvidos, cobrindo o período de 2019 a 2023. “A anistia é constitucional, ela é uma ferramenta legal, jurídica, para que aconteça. Até porque a condenação do nosso presidente Bolsonaro é uma condenação injusta e inválida”, afirmou o parlamentar.
Nascimento também criticou Alexandre de Moraes, argumentando que o ministro acumula as funções de vítima, acusador e juiz, uma situação que, segundo ele, é peculiar ao Brasil. A direita em geral demonstra forte resistência a qualquer retrocesso ou mitigação na proposta de anistia.
Existe o receio de que a mudança para dosimetria possa impedir Bolsonaro de obter o perdão sem cumprir parte da pena. Questionado sobre se essa intransigência poderia prejudicar “patriotas” presos com direito à liberdade provisória, o deputado de Mato Grosso foi categórico. Ele sustenta que a direita não pode ceder a imposições, especialmente diante de articulações da esquerda e do centrão contra o PL da Anistia.
“Você acha que não é tudo isso que a própria esquerda quer? O que a esquerda quer é isso. É que aceite calado, a chicotada, a chibatada, essa punição desenfreada e covarde que está acontecendo com a direita”, desabafou. A discussão sobre o PL da Dosimetria perdeu ímpeto na Câmara dos Deputados, em parte, devido a novas ações dos Estados Unidos. Recentemente, circulou a informação sobre a possível extensão da Lei Magnitsky a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF. Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, divulgou essa narrativa, posicionando seu pai como “exilado” nos Estados Unidos. Para mais informações e atualizações em tempo real, acesse a comunidade de WhatsApp do Rdnews clicando aqui.










