CS Mobi contrato: Abílio entrega dossiê contra PPP em CPI

Prefeito Abílio apresenta dossiê sobre CS Mobi contrato, destacando suspeitas na PPP.
Dossiê sobre o CS Mobi contrato é entregue em CPI, levantando questões sobre a PPP.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), apresentou um dossiê contundente contra o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) com a CS Mobi. Ele sinaliza possível direcionamento licitatório na negociação, que envolve a revitalização do Centro Histórico e a reconstrução do Mercado Municipal.

CS Mobi contrato sob suspeita

Abílio considera o contrato danoso, pois a CS Mobi estaria obtendo lucros excessivos. Isso ocorre através da arrecadação com o estacionamento, exploração de futuros empreendimentos e confisco de recursos municipais. Assim, ele manifestou a intenção de rompimento, desde que não haja multa rescisória elevada.

Ele entregou um volumoso dossiê detalhando a fase pré-contratual. Neste, levanta suspeitas sobre os trâmites conduzidos pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD). Questionado sobre o temor de que a CPI terminasse em pizza, Abílio afirmou crer no papel da Câmara e na possibilidade de prorrogação.

Acredito que não [terminaria em pizza]. Porque estamos trabalhando para auxiliar. É o papel do Executivo auxiliar toda a CPI da Câmara Municipal, seja essa, outra, na gestão passada deveria ter sido assim também. Assim, é papel do Poder Executivo trazer à luz todos os fatos da gestão. O presidente da CPI, vereador Rafael Ranalli (PL), quer formar uma força-tarefa para analisar os dados apresentados.

O objetivo é cumprir o prazo da CPI sem a necessidade de dilação. Atualmente, Abílio reclama do “sequestro” de R$ 5 milhões mensais do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Essa quantia foi dada como garantia à empresa para custeio de despesas, gerando mais questionamentos sobre o CS Mobi contrato.

Durante a oitiva, esperava-se a presença do gerente-geral da CS Mobi, Kenon Mendes de Oliveira. Contudo, a empresa relatou em nota que não participaria do “embate midiático”. Por fim, um funcionário da empresa foi flagrado no plenário, gravando os depoimentos, e teve dois celulares apreendidos temporariamente.

Leia mais sobre os desdobramentos desta investigação em nosso portal: CPI CS Mobi.

Compartilhe :

Veja mais