O governador Mauro Mendes (União Brasil) manifestou solidariedade ao presidente nacional do partido, Antonio Rueda, que foi citado em uma investigação da Polícia Federal (PF). Portanto, a investigação apura o envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) em operações financeiras de grande vulto.
Ingerência política PF: Suspeitas levantam bandeira
Antonio Rueda surgiu no depoimento de um dos investigados na megaoperação Carbono Oculto. Essa operação, ocorrida no final de agosto, desvendou a infiltração do PCC no mercado formal. A suspeita inicial é que Rueda seja proprietário oculto de aviões usados para transportar lideranças do PCC. Assim, o nome do político chegou à PF através do testemunho de um piloto.
“O fato de alguém dizer lá que você supostamente era o dono de uma aeronave, que alguém voou nessa aeronave, isso não é motivo para fazer uma operação. Depois veio à tona que quem fez isso é alguém ligado ao PSOL, a extrema esquerda desse país. Então, assim, é muito ruim imaginar que, e eu não tenho elemento para afirmar, mas de imaginar que possa estar sendo feito um uso político de importantes instituições desse país”, declarou Mendes à imprensa nesta quinta-feira (25).
Pelo fato do piloto que denunciou Rueda em depoimento ser filiado ao PSOL, Mauro Mendes levanta suspeita de motivação política. Por isso, ele afirma que todo o partido demonstrou solidariedade ao presidente nacional.
“Então, por unanimidade de pessoas que estão lá mais próximas e conheceram detalhes da operação, o partido e a executiva, todos foram solidários ao presidente Rueda”, completou.
Força política do União Brasil
Antonio Rueda representa a terceira maior bancada na Câmara dos Deputados. Além disso, com a recente federação com o PP do senador Ciro Nogueira, o União Brasil detém o maior bloco do Congresso Nacional.
A suspeita de ingerência política PF pode ter repercussões significativas.
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