PL da Anistia: Deputado acusa Paulinho da Força de afundar projeto

Deputado Elizeu Nascimento discursa sobre o PL da Anistia, com semblante sério.
Deputado Elizeu Nascimento expressa sua visão sobre o projeto de anistia e suas controvérsias.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

O deputado estadual Elizeu Nascimento (PL) acusa o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) de ser um “esquerdista” com o objetivo de prejudicar o PL da Anistia. Segundo Nascimento, a nomeação de Paulinho como relator, escolhido pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, visa desidratar a matéria.

Controvérsia sobre o PL da Anistia

Originalmente concebido para anistiar apoiadores do ex-presidente Bolsonaro, o projeto foi renomeado para PL da Dosimetria. Nascimento argumenta que as penas aplicadas aos bolsonaristas são desproporcionais. Ele vê um duplo critério, questionando por que a esquerda não teve a mesma rigorosidade em casos pretéritos. “Para o PT e a esquerda não existiu dosimetria, né?”, indagou.

Paulinho da Força possui boa relação com o ministro do STF Alexandre de Moraes, visto como “algoz” do bolsonarismo. Inclusive, Moraes relatou o inquérito da trama golpista. A condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses é um exemplo, para Nascimento, de perseguição política contra a direita. Portanto, defende a anistia total.

Para Elizeu, a anistia é uma ferramenta legal e constitucional. Ele considera a condenação de Bolsonaro “injusta e inválida”. “Só no Brasil, em outros países a gente não vê isso”, criticou, referindo-se ao papel de Moraes como vítima, acusador e julgador.

A direita, de modo geral, rejeita anistia parcial, pois não atenderia a todos os objetivos. A inflexibilidade busca evitar que Bolsonaro cumpra parte da pena. Contudo, a postura pode impactar outros “patriotas” presos que poderiam responder em liberdade. Nascimento, no entanto, sustenta que a direita não pode ceder a imposições.

Ele acredita que a esquerda deseja exatamente essa resistência para justificar a punição severa. “O que a esquerda quer é isso. É que aceite calado, a chicotada, a chibatada, essa punição desenfreada e covarde que está acontecendo com a direita”, desabafou. O debate em torno do PL da Anistia perdeu força com novas pressões internacionais.

Recentemente, os Estados Unidos ampliaram a Lei Magnitsky contra a esposa de Alexandre de Moraes. Eduardo Bolsonaro, em solo americano, alega ser “exilado”. Essa situação adiciona mais um capítulo às tensões políticas envolvendo o PL da Anistia. Para mais notícias em tempo real, acesse a comunidade de WhatsApp do Rdnews. Saiba mais

Compartilhe :

Veja mais