O ex-presidente da Aprosoja-MT e pré-candidato ao Senado, Antônio Galvan, classificou como um absurdo a aprovação da chamada PEC da Blindagem. Essa medida visa dificultar prisões e processos criminais contra deputados e senadores. Galvan acredita que, fundamentalmente, a proposta favorece corruptos e a bandidagem que tenta se infiltrar na política.
PEC da Blindagem: Um Perigo à Justiça
Durante visita à região, Galvan expressou seu descontentamento em entrevista ao portal e ao Rdtv Cast. Ele ressaltou que, embora seja favorável a medidas para conter perseguições políticas contra a direita, a versão atual da PEC é terrível. Portanto, ela abrange casos graves como estupro, tráfico e homicídio, o que considera inaceitável.
“Isso é um absurdo. Então, não concordo, não, para ampla, geral e irrestrita, de jeito nenhum. Porque isso é para esconder o bandido. Não é para esconder gente séria. É para esconder o bandido, esconder gente ruim”, desabafou o pré-candidato.
Além disso, Galvan levantou a hipótese de que grande parte do Congresso estaria comprometida com corrupção. Ele defende que, embora seja justo evitar acusações infundadas, a blindagem generalizada esconde o verdadeiro problema. Em outras palavras, o objetivo principal seria ocultar a corrupção.
A proposta em questão exige aval do Legislativo para a abertura de ações penais contra congressistas. Contudo, essa medida resgata um trecho da Constituição de 1988. Ademais, o voto secreto foi imposto, impossibilitando que eleitores saibam a posição de seus representantes em votações cruciais.
A bancada federal de Mato Grosso na Câmara dos Deputados apresentou divisão. Emanuelzinho e Juarez Costa (ambos do MDB) votaram contra a PEC da Blindagem parlamentares. Por outro lado, Coronel Assis (União Brasil), Coronel Fernanda (PL), Gisela Simona (União Brasil), José Medeiros (PL), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo da Zaeli (PL) votaram a favor, recebendo críticas pela decisão. Em suma, o debate sobre a PEC da Blindagem se intensifica e pode sofrer alterações no Senado Federal.
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