Com um trabalho incansável para expandir o agronegócio brasileiro globalmente, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) alcançou a abertura de 437 novos mercados para produtos do setor, além de habilitar mais empresas para o comércio internacional. Sendo o maior produtor de grãos e detentor do maior rebanho bovino do Brasil, Mato Grosso está mais do que preparado para alavancar ainda mais sua participação no comércio exterior. Por isso, foi anunciada a instalação de um escritório Apex Cuiabá na capital.
Escritório Apex Cuiabá impulsiona economia mato-grossense
“Esse trabalho de sucesso do nosso governo, estreitando as relações do Brasil com o mundo, agora terá um impulso para o agronegócio e para a agroindústria como um todo e também para alavancar outros setores da economia mato-grossense”, explicou o ministro Carlos Fávaro. Durante a reunião, foi assinado o termo que inicia o processo de instalação do escritório.
Ademais, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou: “Firmamos o compromisso de abrir um escritório no estado que mais produz e exporta no agronegócio do Brasil, que é Mato Grosso. Portanto, Cuiabá vai ter um escritório da Apex, uma proposta do ministro Carlos Fávaro, que nos procurou e articulou para que isso acontecesse”.
Localizado na sede do Sistema Famato, o novo escritório Apex Cuiabá será inaugurado em novembro. Ele se soma às 11 unidades internacionais da agência em continentes como América do Norte, América do Sul, Europa, Ásia e Pacífico, além de Oriente Médio, África e Índia. Assim, a agência conta com um total de seis escritórios em território nacional.
“Isso que vai acontecer em Mato Grosso é transformação. Não tenho dúvida de que esse trabalho é um bem muito grande que o estado precisa para, cada vez mais, colocar renda nas mãos das pessoas”, ressaltou o presidente da Famato, Vilmondes Tomain.
Em 2025, Mato Grosso já foi responsável por exportações do agronegócio na ordem de US$ 19,75 bilhões. De acordo com Viana, o novo escritório da Apex permitirá que o estado receba mais investimentos internacionais e tenha seus produtos promovidos globalmente, ampliando as chances de comercialização.
A Apex, com trabalhos iniciados em 2003, atua em parceria com os setores público e privado. No ano passado, por exemplo, a agência foi responsável pelo anúncio de mais de US$ 8,6 bilhões em investimentos estrangeiros no país. A diretora de negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, detalhou: “Estamos chegando em Mato Grosso, um estado com uma economia tão forte e tão importante para a economia do Brasil como um todo, vamos focar não só nas grandes empresas, mas nas pequenas e médias também, buscando não só diversificar mercados, mas trazer ainda mais renda para a população”.
Diversificação e Redução das Desigualdades com Escritório Apex Cuiabá
Mato Grosso, com seu destaque no agronegócio nacional, é amplamente reconhecido como um grande exportador de soja. Desde janeiro, a comercialização internacional do grão já atingiu a marca de US$ 13,07 bilhões. Agora, a expectativa é ampliar a carta de exportações, gerando mais renda para diferentes regiões e setores da economia mato-grossense. Com este novo escritório Apex Cuiabá, a expectativa é fortalecer ainda mais o estado.
“Com a agência lá, dando a condição para a gente discutir formas e meios para poder viabilizar a exportação dos produtos, trazer mais investimento, isso vai, cada vez mais, fortalecer nosso estado”, disse Vilmondes Tomain.
A isso se soma o trabalho do Mapa na diversificação e apoio às exportações do agronegócio. O trabalho da Apex conta com o apoio dos 40 adidos em 38 postos ao redor do mundo. O Mapa ainda desenvolveu o AgroInsight, um instrumento que reúne todas as informações de apoio a quem quer exportar os produtos do agronegócio. “Estamos reunindo toda a estrutura de apoio necessária para quem produz poder comercializar seus produtos ao redor do mundo e, com isso, fortalecer a agroindústria e a geração de renda nas diferentes regiões e setores do estado”, comentou o ministro.
Exemplo disso são as aberturas de mercado para exportação dos grãos derivados da produção de etanol de milho, o DDG e DDGS. Somente na gestão do ministro Carlos Fávaro no Mapa foram abertos mercados para 13 países. Desta forma, as exportações de semeas, farelos e outros resíduos de milho saltaram significativamente. Conforme aponta o portal Portal 163, o trabalho integrado tem gerado ótimos resultados.
Produtos como o gergelim, que tem Canarana como o maior produtor do país, também ganharam força no comércio internacional com a abertura de mercado e ampliação de novas plantas. A China, maior importador da oleaginosa, habilitou 61 empresas brasileiras, sendo 20 mato-grossenses.
“Este é o resultado de um trabalho integrado. Veja que, ao mesmo tempo em que nosso governo retoma as boas relações diplomáticas, investe na sustentabilidade e na pauta das energias renováveis, conseguimos aproveitar ao máximo os produtos do agronegócio de maneira interligada: a produção de etanol de milho estimulada com a adição obrigatória do biocombustível aos combustíveis fósseis, superssafra do grão com ampla comercialização interna e externa, utilização do milho na alimentação animal barateando também o preço da produção de carnes ao mesmo tempo que promove as verticalização da produção, aumentando o número de agroindústrias no estado”, exemplificou Fávaro.









