UHE Colíder: debate sobre rebaixamento na ALMT

Barreira da UHE Colíder com nível de água rebaixado, mostrando a estrutura exposta.
Rebaixamento do nível d'água na UHE Colíder expõe estrutura e gera preocupação na região.
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A UHE Colíder rebaixamento foi o centro de um debate acalorado na Câmara Municipal de Colíder. A audiência pública, requerida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), durou mais de três horas. Portanto, foi um momento crucial para discutir os riscos e os impactos gerados pela Usina Hidrelétrica de Colíder (UHE Colíder), localizada no rio Teles Pires.

CPI para investigar UHE Colíder rebaixamento

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) poderá ser aberta pela ALMT na próxima semana. A audiência, proposta pelo deputado Wilson Santos (PSD), foi motivada pelo rebaixamento do nível da água no reservatório. Essa medida, embora necessária para a segurança da barragem, causou sérios prejuízos, como a mortandade de peixes, impactos na pesca, interferência na navegação e no turismo regional.

A Eletrobras, responsável pelo empreendimento, tomou essa ação após identificar falhas em quatro dos 70 drenos da estrutura. Wilson Santos ressaltou a falta de esclarecimentos completos, indicando que uma CPI será essencial para aprofundar as apurações. “O caso é muito sério”, afirmou o deputado.

Contudo, o deputado declarou que, caso a CPI seja instalada, ela aprofundará as investigações. “Além disso, vamos manter a união de todos para cobrar da Eletrobras o reparo dos danos e o ressarcimento de quem teve prejuízos materiais, sociais e até emocionais”, pontuou.

As medidas emergenciais apresentadas pela Eletrobras foram destacadas, mas Wilson Santos alertou sobre a necessidade de monitoramento contínuo. Ele mencionou que o problema está praticamente sanado e que o ressarcimento financeiro emergencial aos atingidos já está em andamento. “Acredito que a ausência física dos representantes não prejudicou esta audiência”, declarou.

Por outro lado, o deputado Diego Guimarães mostrou-se ainda mais convicto sobre a necessidade da CPI. Ele informou que já existem 12 assinaturas para o requerimento, que deve ser apresentado na próxima sessão. “Nós já temos 12 assinaturas e devemos apresentar o requerimento na próxima sessão”, assegurou.

A promotora de Justiça, Graziella Salina Ferrari, reforçou que uma perícia técnica constatou anomalias de segurança na barragem. Além disso, foram apontados impactos ambientais significativos e alterações no ecossistema. “Desde então, temos feito uma série de pedidos ao Judiciário”, explicou a promotora.

O presidente da Câmara Municipal de Colíder, vereador Luciano Miranda (PP), comentou que a usina impulsiona a economia local. “A princípio, a usina foi vista como um bom investimento”, disse. No entanto, o rebaixamento do lago trouxe prejuízos enormes a proprietários de pousadas, marinas e pesqueiros, assustando a população.

O prefeito de Colíder, Rodrigo Luiz Benassi, destacou o impacto negativo no turismo e na arrecadação municipal. “O impacto negativo na arrecadação pela perda na produção de energia para Colíder chega a R$ 100 mil ao mês”, informou. Contudo, ele reconheceu que a decisão da Eletrobras de priorizar a segurança foi correta.

José Malice, o Zezão Pescador, relatou suas dificuldades após 28 anos de atuação no rio Teles Pires. “Antes eu vendia 50 mil iscas por mês, hoje não consigo vender nem 2 mil”, lamentou. O rebaixamento trouxe um prejuízo enorme e deixou todos inseguros quanto ao futuro do rio e da barragem.

Agnaldo Afonso Pereira, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Colíder, avaliou o cenário como preocupante. “O turismo de pesca foi o setor mais afetado”, apontou. É preciso mitigar esses impactos com união entre poder público, Eletrobras e sociedade.

Luiz Fernando Alves Galan, dono de pousada próxima à barragem, apontou dificuldades no setor de hospedagem. “Trabalhamos com reservas feitas com muita antecedência, e tivemos que cancelar ou remarcar viagens”, afirmou. Ele clamou por apoio do governo e da empresa.

O procurador de Justiça, Gerson Barbosa, enfatizou a importância da transparência. “Quando tratamos de meio ambiente, o princípio da informação é fundamental”, declarou. A população precisa ter clareza sobre os riscos.

Guimarães finalizou reiterando que a reparação deve ser imediata e proporcional ao dano. “Esse prejuízo é da Copel e da Eletrobrás, e elas terão que assumir essa responsabilidade”, concluiu.

Os diretores da Eletrobras, Bruno Eustáquio de Carvalho e Jander Fernandes, participaram por videoconferência. Eles asseguraram o empenho da empresa em resolver a questão da UHE Colíder rebaixamento o mais rápido possível. Saiba mais sobre outros assuntos em nosso portal: riscos na UHE Colíder.

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