Burnout Materno no Brasil: Entenda os Impactos em 90% das Mães

Mãe exausta segurando um bebê, com sinais de esgotamento devido ao burnout materno no Brasil.
A exaustão mental é uma realidade para muitas mães brasileiras. Entenda o burnout materno.
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Um alarmante levantamento aponta que burnout materno no Brasil afeta nove em cada dez mães. Isso se manifesta em níveis de exaustão que variam de leves a graves, segundo um recente relatório. Mais da metade, portanto, já recebeu algum tipo de diagnóstico relacionado à saúde mental.

Unimed Cuiabá Oferece Apoio Contra Burnout Materno

Atenta a essa realidade, a Unimed Cuiabá, através do programa Viver Bem, oferece suporte essencial. Com o Núcleo de Medicina Preventiva, a cooperativa busca amenizar o esgotamento mental. Programas como Mente Saudável e Mãe Coruja são fundamentais nesse processo.

Profissionais capacitados acolhem as beneficiárias, proporcionando o auxílio necessário para superar o esgotamento. A iniciativa visa garantir o bem-estar físico e emocional das mães.

O levantamento da B2Mamy e Kiddle Pass, com 1.868 mulheres, revelou que quase 10% sofrem com esgotamento grave. Adicionalmente, 44% apresentam sintomas moderados e 34% estão em nível leve. Em contrapartida, apenas 9% não demonstram sinais relevantes de burnout.

A psicóloga Carolina Gomes, do Viver Bem da Unimed Cuiabá, ressalta a importância da atenção especializada. O esgotamento materno se manifesta em três frentes: exaustão física e emocional, culpa e incompetência, e despersonalização. Portanto, a necessidade de um olhar atento é inegável.

“A pressão social pelo ideal de mãe perfeita e o acúmulo de múltiplos papéis levam a mulher a se distanciar de sua própria identidade, assumindo exclusivamente o papel materno”, explicou. Esse distanciamento, sem dúvida, contribui para o quadro.

Mães de crianças com deficiência ou neurodivergentes enfrentam um impacto ainda maior. Por exemplo, a rotina já sobrecarregada se intensifica com tratamentos e terapias. Assim, o desenvolvimento de uma vida própria torna-se um desafio ainda maior.

“Frequentemente, essas mães se afastam do mercado de trabalho para se dedicar integralmente ao cuidado”, pontua Gomes. Isso pode gerar consequências financeiras significativas e aumentar o estresse. Portanto, é vital que reservem tempo para si mesmas e busquem apoio profissional.

Segundo o IBRE – FGV, sete em cada dez mulheres no Brasil são mães. Dessas, quatro criam os filhos sozinhas, totalizando 11 milhões de mães solo, sendo 90% negras. Além disso, 72,4% vivem sem uma rede de apoio próxima e 12% apresentam sinais graves de esgotamento.

A sobrecarga começa desde os primeiros dias do bebê. O aleitamento materno, por exemplo, exige cerca de 1800 horas anuais e 500 calorias diárias. Contudo, a licença-maternidade é geralmente curta, e as pausas para amamentação no trabalho são insuficientes.

Ademais, o impacto profissional é considerável. Cinquenta por cento das mães perdem seus empregos até dois anos após a licença-maternidade. Em contraste, 80% das mães relatam exaustão ao conciliar filhos, casa e trabalho, índice que cai para 48% entre os pais.

Neste Setembro Amarelo, a Unimed reforça a importância do cuidado com a saúde mental. A campanha, que ganhou notoriedade nacional em 2013, busca conscientizar sobre a prevenção ao suicídio e a importância do acolhimento.

Programa Mente Saudável: Suporte para Casos Graves

O Programa Mente Saudável da Unimed Cuiabá oferece suporte em situações mais delicadas. Para beneficiários com diagnóstico de transtornos mentais severos, há acompanhamento psiquiátrico e psicológico. O foco, inclusive, é na prevenção ao suicídio.

Programa Mãe Coruja: Acolhimento e Orientação

Já o Programa Mãe Coruja foca em acolhimento e suporte às mães em transição. Ele oferece orientação no aleitamento materno e conta com o apoio da equipe de Psicologia do Viver Bem. Uma excelente iniciativa para cuidar do burnout materno no Brasil.

As atividades incluem:

  • Curso preparatório para amamentação.
  • Assistência à amamentação (home bebê).
  • Monitoramento do aleitamento materno.
  • “Papo de Mãe” – roda de conversa com especialistas.
  • “Trabalhar e ser Mãe” – orientações para conciliar amamentação e rotina profissional.
  • Oficina de Introdução Alimentar.
  • Tele monitoramento do aleitamento exclusivo.

Beneficiárias da Unimed Cuiabá com plano ativo podem participar. É necessário assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e participar das atividades.

Interessados podem se inscrever clicando aqui: Inscrições. Outra opção é o encaminhamento médico ou a inscrição presencial no Espaço Viver Bem.

Contato: (65) 3612-8800.

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