A senadora Margareth Buzetti (PP), de Mato Grosso, criticou o cerco policial montado nas imediações da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que não há risco de fuga para embaixada, argumentando que a medida é desnecessária no contexto do julgamento de uma suposta trama golpista para impedir a posse de Lula, eleito em 2022. Ela ressaltou que a ação policial não muda o cenário político nem evita debates, apenas gera tensão entre apoiadores e adversários.
fuga para embaixada
Em entrevista, Buzetti reiterou que não há fuga para embaixada e disse que a situação tem sido usada para inflamar o debate público. Ela destacou que Bolsonaro já está sob monitoramento eletrônico e que cautelares o impedem de se aproximar de qualquer embaixada. A senadora enfatizou que as autoridades precisam priorizar a estabilidade institucional e evitar ações que possam alimentar especulações.
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Nesse contexto, o julgamento envolvendo o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, teve desdobramentos na análise de medidas cautelares. A Polícia Federal indicou que a indiciamento de Bolsonaro e do filho, Eduardo, por coação e tentativa de dificultar o andamento do processo da chamada trama golpista, foi discutido na semana passada. Também houve referência a uma minuta de pedido de asilo de Bolsonaro ao presidente da Argentina, Javier Milei. Não há fuga para embaixada, segundo a defesa. Além disso, as autoridades ressaltam que as ações visam resguardar a ordem pública, proteger as instituições e manter a confiança da população no sistema judiciário. Especialistas lembram que crises como essa costumam reverberar em cidades onde o ex-presidente tem base de apoiadores, criando um ambiente de monitoramento constante pelas forças de segurança e autoridades eleitorais. Deputados salientam que o tema envolve controle de danos institucionais e a necessidade de transparência nos autos, para evitar instrumentalização política. A opinião pública, por sua vez, segue dividida entre quem vê medidas firmes como necessárias para evitar confrontos e quem defende maior espaço para o contraditório e o direito de defesa.









