O governador Mauro Mendes (União) usou suas redes sociais para criticar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Polarização política e jurídica
Segundo Mendes, a medida é fruto de uma “polarização política, ideológica e jurídica” que o país vem enfrentando.
O governador questionou a forma como o processo contra Bolsonaro, acusado de tentar um golpe de Estado após as eleições de 2022, está sendo conduzido. Antes da prisão domiciliar, o ex-presidente já tinha o passaporte recolhido e usava tornozeleira eletrônica.
Decisão “desnecessária e injusta”
“A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é desnecessária, injusta e representa mais uma mácula no resultado de um julgamento que deveria ser justo e imparcial”, declarou o governador.
Mendes também apontou uma incoerência no Judiciário, citando a soltura de criminosos perigosos e corruptos confessos. “Somos o país da impunidade para os criminosos, mas se prende um ex-presidente por um suposto golpe que nunca aconteceu”, afirmou.
Ele alertou que a condução do processo pode colocar a democracia em risco: “Não podemos aceitar autoritarismo em nome da democracia”.
Proximidade com o ex-presidente
Desde que o processo contra Bolsonaro avançou no STF, o governador Mauro Mendes tem demonstrado apoio. Ele participou de atos em defesa da anistia para os envolvidos nos atos de 8 de Janeiro de 2023 e para o ex-presidente.
No último domingo, apoiadores de Bolsonaro realizaram um ato em Cuiabá, denominado Reaja Brasil. Mauro Mendes não compareceu ao evento, pois estava em Goiás para o funeral de seu irmão, que morreu em um acidente com trator.









