Mato Grosso livre de aftosa abre portas do Japão para carne

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A declaração de Mato Grosso como zona livre de febre aftosa sem vacinação abre ao Brasil a possibilidade de exportar carne para o Japão. A informação foi divulgada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, em entrevista à Rádio Vila Real.

Exportação e cenário global

A certificação sanitária de Mato Grosso ganha destaque em um momento de tensões comerciais internacionais, especialmente após a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos. O status sanitário é visto como um trunfo para manter e expandir a presença brasileira no comércio global.

Certificação internacional

Durante a 92ª Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), realizada em Paris, Mato Grosso recebeu oficialmente o reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Este é o mais alto status sanitário para a cadeia produtiva de bovinos, bubalinos e suínos.

Investimento no setor

César Miranda ressaltou o investimento conjunto do governo e da iniciativa privada. “O governo Mauro Mendes e Otaviano Pivetta investiram, nos últimos seis anos, mais de 100 milhões de reais junto com a iniciativa privada, para que alcançássemos esse status. Foram concursos no Indea, informatização, treinamento e capacitação. Tudo isso é muito importante para que a gente continue buscando novos mercados”, afirmou o secretário.

Promoção comercial e Invest MT

O secretário destacou que Mato Grosso tem focado em promoção comercial e atração de investimentos para fortalecer sua imagem no exterior. Ele também mencionou a criação da agência Invest MT.

“Estamos investindo em promoção comercial há seis anos. Participamos de várias feiras e atuamos junto a segmentos econômicos organizados. Agora, iniciamos a implementação da nossa agência de promoção comercial e atração de investimentos, a Invest MT, que tem um perfil diferenciado, é um serviço social autônomo, gerido pela iniciativa privada. O governo participa, mas tem minoria no conselho. As decisões são tomadas pelo setor produtivo”, concluiu César Miranda.

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