O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) cobrou mais velocidade nas obras do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande, durante coletiva de imprensa na quinta-feira (5). Embora as intervenções se aproximem da etapa final, ele afirmou que as articulações para criar uma empresa pública metropolitana responsável pelo novo sistema de transporte seguem avançando.
“Tenho um grupo sobre o BRT e cobro todo dia. As estações estão sendo construídas, vocês estão vendo. A velocidade não é a que a gente gostaria, nem a que está prevista no contrato; está atrasado em relação ao cronograma e eu não estou feliz com isso, mas estamos chegando perto”, declarou Pivetta.
Até o fim de outubro, havia obras em andamento, em diferentes fases, em 18 das 23 estações previstas para o Sistema BRT. O Governo informou que R$ 120,8 milhões estão sendo aplicados na construção, com 24% desse valor já executados.
As estruturas estão sendo implantadas na Avenida da FEB, em Várzea Grande, e nas avenidas XV de Novembro, Tenente-Coronel Duarte (Prainha) e do CPA, em Cuiabá. Conforme a assessoria, os locais foram escolhidos para atender áreas de maior circulação de passageiros do transporte coletivo metropolitano.
Além de acompanhar as obras, o Governo discute a criação de uma empresa pública metropolitana para administrar e conservar as estações. Em entrevista em junho, Pivetta mencionou a possibilidade de reativar a Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, mas ainda não foi confirmado se essa opção continua em avaliação.
Pivetta disse que, nas 24 horas anteriores à declaração, intensificou as conversas sobre a governança do BRT e participou de pelo menos duas reuniões. Uma delas contou com o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), para tratar da gestão compartilhada do modal entre o Estado e os municípios.
“Ontem fizemos uma reunião sobre a criação da empresa metropolitana que vai unir o Governo do Estado, Cuiabá e Várzea Grande. Ela fará a gestão do corredor intermunicipal e desses equipamentos [estações], cuidando da manutenção. Afinal de contas, são estações climatizadas, com um ambiente que tem de ser higienizado todo dia”, afirmou.
Pivetta declarou que as estações foram planejadas para oferecer conforto e facilitar a rotina da população.
“Lá haverá as máquinas, os refrigeradores. Serão unidades de bem-estar, além de meras estações de ônibus; espaços onde os usuários estarão muito confortáveis, e é preciso ter zeladoria para isso. Foi exatamente sobre esse ponto que discutimos ontem e, hoje pela manhã, estivemos em reunião com o Abilio e com a Flávia aqui”, detalhou.










