Cesta básica em Cuiabá cai na semana, mas sobe 16,97% em um ano

Cesta básica preço dos alimentos
Divulgação/Assessoria
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

Depois de quatro semanas seguidas de alta, a cesta básica em Cuiabá ficou mais barata na última semana de outubro. O conjunto custou, em média, R$ 929,58, recuo de 0,81% ante a semana anterior. Já a média mensal foi de R$ 926,00, a mais alta registrada em 2026.

Na comparação com o mesmo período de 2025, porém, o valor atual é 16,97% maior que os R$ 794,70 registrados naquele ano. A alta anual, superior à inflação nacional, preocupa o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli).

“Mesmo com o recuo registrado no encerramento de outubro, o custo médio mensal da cesta atingiu o maior patamar de 2026 até o momento. Esse cenário demonstra a dificuldade de recuperação do poder de compra das famílias e reforça a importância do acompanhamento contínuo desses indicadores, realizado pela Fecomércio-MT em consonância com os estudos e análises da Confederação Nacional do Comércio (CNC)”, afirma Tião da Zaeli.

Destaques da semana

A batata teve a segunda queda semanal consecutiva. Com baixa de 7,96%, o preço médio chegou a R$ 7,18/kg. Apesar do recuo, o produto ainda custa 66,36% mais que no mesmo período de 2025.

Conforme análise do IPF-MT, a estabilidade do clima favorece a retomada da produção e amplia a oferta. O atraso na colheita, contudo, pode resultar em tubérculos de qualidade inferior. Essas condições podem estar entre os fatores que pressionaram o preço para baixo.

Outro produto que ficou mais barato foi o tomate: a queda semanal foi de 3,69%, e o preço médio, de R$ 14,27/kg. Apesar disso, o valor está 139,29% acima do observado no mesmo período de 2025. Temperaturas mais amenas nas regiões produtoras atrasaram a maturação e prejudicaram a qualidade do fruto. Mesmo com oferta restrita, a aparência menos atrativa pode ter contribuído para a redução do preço.

Na direção oposta, o óleo de soja subiu 2,47% na semana e chegou ao preço médio de R$ 9,08 por 900 ml. Ainda assim, o valor atual está 1,75% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

Na avaliação do instituto da Fecomércio-MT, a preocupação com possíveis impactos do El Niño incentivou a estocagem do grão, em vez de seu uso na produção de óleo. A demanda interna elevada, tanto para fabricar biodiesel quanto para o consumo doméstico, também pode ter pressionado os preços.

O aumento anual dos alimentos pode alterar os hábitos de compra das famílias, avalia o presidente da Fecomércio-MT.

“A permanência da cesta básica em patamar elevado pode estimular mudanças nas escolhas de consumo, com famílias priorizando produtos essenciais, buscando alternativas mais econômicas e ajustando a frequência das compras”, afirma.

O IPF-MT avalia ainda que manter gastos elevados com alimentação pode reduzir o consumo destinado a outras atividades. Por isso, a trajetória dos preços da cesta básica é um indicador relevante da situação financeira das famílias.

Entenda a pesquisa

Realizada semanalmente pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), a pesquisa acompanha os preços de 12 itens em 12 supermercados da capital mato-grossense. O levantamento permite observar as variações e analisar o comportamento dos preços dos produtos que compõem a cesta básica.

São eles:

Carne bovina;

Leite;

Arroz

Feijão;

Farinha de trigo;

Batata;

Tomate;

Pão francês;

Café;

Banana;

Açúcar;

Óleo de soja;

Manteiga.

Compartilhe :

Veja mais