O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu a criação da Secretaria do Autismo e da Neurodiversidade, que deverá ficar sob o comando de Michelle Dreher. Ele afirmou que a decisão foi precedida por um estudo amplo sobre a demanda e a estrutura municipal ligada ao tema. Atualmente, as ações estão distribuídas entre as secretarias de Educação, Saúde e Assistência Social.
Abilio disse que a pauta requer atenção específica diante do aumento de crianças autistas. “A gente entendeu que isso é uma pauta que tem que ter uma atenção especial. Por quê? Há um crescimento significativo do número de crianças autistas no nosso estado e no Brasil inteiro, no mundo todo. Ele é escalonado”.
Segundo o prefeito, antes o diagnóstico de autismo era dado a uma criança em cada 100; hoje, a proporção seria de uma em cada 36. Ele também comentou a quantidade de diagnósticos e a possibilidade de haver outras condições de neurodivergência: “Além de um mundaréu de laudo para tudo quanto é canto, que alguns laudos têm que ser questionados até mesmo se a pessoa é autista ou se ela tem alguma outra questão de neurodivergência, não se enquadra claramente como autista. Então, existe uma necessidade de dedicação especial a esse caso, que cresce muito e que também representa orçamentariamente no município um valor bem alto”. Abilio citou ainda que a Educação destina R$ 20 milhões ao atendimento da causa autista, incluindo diferentes ações e contratações das CADs.
Ao contestar críticas de que a nova estrutura não seria necessária, o prefeito argumentou que o gasto atual com o tema já seria expressivo: “Se ela isoladamente fosse uma secretaria, só o gasto que se é feito na Educação já estaria num ranking das secretarias com maior orçamento”.
Na avaliação de Abilio, a secretaria poderá coordenar melhor as iniciativas e buscar mais recursos, inclusive por meio de emendas. Ele reconheceu que a prioridade exigirá mais gastos com autismo e redução de despesas em outras áreas: “Vai aumentar a despesa no autismo? Vou. Vou aumentar a despesa no autismo. Vai diminuir a despesa em outras áreas? Sim. Vamos diminuir a despesa em outras áreas e vamos priorizar algumas áreas como essa”, finalizou.










