Pivetta acusa União de negacionismo sobre facções e pede autonomia

Otaviano Pivetta
Mayke Toscano / Secom-MT
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) chamou de “negacionismo” a posição do Governo Federal contra classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Em entrevista nesta terça-feira (27), defendeu uma coordenação mais rigorosa das políticas de segurança pública e maior autonomia para os estados, sobretudo no combate ao crime organizado em áreas de fronteira.

“Negar isso já é negacionismo. É não reconhecer uma verdade que está amedrontando a população brasileira. Eu acho que o diálogo, e eu me proponho isso, farei isso, entre estados, municípios e União, para definir políticas públicas claras, com responsabilidades definidas”, afirmou.

Pivetta disse que pretende enviar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) um projeto de lei para enquadrar facções criminosas como organizações terroristas. Ele reconheceu, contudo, que a proposta talvez não tenha efeito prático, devido aos limites da competência estadual sobre o tema.

Ver publicação original no X

“Talvez não tenha [legitimidade]. E é isso que nós precisamos ter, mais autonomia. E esse Plano Nacional de Segurança Pública, além de diminuir a maioridade penal, precisa atribuir mais autonomia aos estados. Os países desenvolvidos no mundo já têm isso”, declarou.

Pressão internacional

A discussão sobre classificar facções criminosas como organizações terroristas ganhou impulso após iniciativas dos Estados Unidos nesse sentido. No Brasil, políticos alinhados à direita também passaram a explorar o tema.

Uma eventual adoção desse enquadramento suscita dúvidas sobre consequências jurídicas e operacionais, incluindo impactos nas relações internacionais e na cooperação entre forças de segurança. Eventuais operações estrangeiras em território brasileiro, porém, envolvem a soberania nacional e não são consequência automática de uma classificação feita por outro país.

Ver publicação original no X

Compartilhe :

Veja mais