O ex-vice-prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli (PL), rechaçou ter buscado, com o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), uma articulação para eventual cassação do mandato da prefeita Flávia Moretti (PL). Caso a perda do cargo ocorresse antes de sua renúncia, em 31 de março deste ano, o empresário poderia ser beneficiado politicamente, já que, com a queda da chefe do Executivo, assumiria a Prefeitura.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (21), o ex-vice-prefeito classificou as acusações como “infundadas” e afirmou que as informações atribuídas a ele não correspondem à realidade dos fatos.
Tião também voltou a justificar sua renúncia, afirmando que a decisão foi voluntária e motivada por discordâncias em relação ao cenário político de Várzea Grande e aos rumos da administração municipal.
Na manifestação, o ex-vice-prefeito afirmou ter respeito institucional ao Ministério Público, ao Poder Judiciário e à imprensa. Disse confiar em apuração rigorosa e imparcial e que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Ao final, Tião pediu que as informações sejam tratadas com responsabilidade e observância do devido processo legal.
Rompimento
Segundo Tião da Zaeli, o desgaste com Flávia Moretti começou no início da gestão e se acentuou na véspera da renúncia, em 31 de março. Em entrevista ao RD News, ele relatou decepção com a condução do governo e com a abertura de espaço para grupos que fizeram oposição na campanha. Tião disse ter perdido protagonismo e se enxergou como “mero coadjuvante” de um projeto que, segundo ele, ajudou a construir.

Na ocasião, Tião classificou a gestão como um “projeto frustrado” e disse que o alinhamento político entre ambos ruiu pouco depois da vitória nas urnas. “A decepção é muito maior do que com o Murilo Domingos. No caso do Murilo, fui convidado a participar de um projeto. Este, fui eu que criei e convidei a prefeita”, declarou. Ele também criticou a presença de representantes de partidos como MDB e PT na administração e afirmou não ter indicados na equipe municipal.
Flávia, por sua vez, negou o descumprimento de acordos e sustentou que as mudanças no secretariado foram necessárias para reequilibrar a gestão.










