A magistrada da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, Caroline Schneider Guanaes Simões, manteve a Desinternação de Lumar Costa da Silva, após ele ter tirado a vida da tia Maria Zélia da Silva, 55 anos, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, em 2019. Ele continua internado no Centro Integrado de Atenção Psicossocial à Saúde Adauto Botelho (Ciaps), em Cuiabá.
Desinternação de Lumar
Em junho do ano passado, o juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, havia determinado a desinternação com base em relatório do Ciaps, que o considerou apto para alta hospitalar. No entanto, após um episódio de violência doméstica envolvendo a ex-mulher, mãe de sua filha, ele voltou a ser internado no Adauto Botelho.
Em dezembro de 2025, a equipe da unidade informou que ele está cooperativo, sem sintomas psicóticos agudos e com relativa estabilidade clínica, chegando a sugerir uma nova desinternação. Neste ano, a Defensoria Pública defendeu o retorno ao tratamento em liberdade, e o Ministério Público se posicionou contra.
- Em junho do ano passado, o juiz determinou desinternação com base em relatório do Ciaps.
- Casos de violência anterior contribuíram para a reavaliação da situação.
- A perícia continua em pauta para avaliação de periculosidade.
Na sua decisão, a magistrada ressaltou que a estabilidade em ambiente hospitalar, com vigilância e medicação controlada, não significa que Lumar esteja livre de representar risco em liberdade. Ela citou o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Antissocial (psicopatia), caracterizado por marcante indiferença afetiva, ausência de empatia, sentimento de culpa ou arrependimento pelo crime hediondo, além de tendência ao vitimismo e à manipulação.
Por fim, a juíza determinou que a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realize, com urgência, um novo exame para avaliar a periculosidade de Lumar. Até que o resultado seja apresentado e novamente analisado pela Justiça, ele continuará internado no Adauto Botelho. Ademais, a análise sobre a Desinternação de Lumar permanece em debate entre as partes.
O caso teve origem em uma residência na rua Rio Negro, no bairro Vila Bela, em Sorriso. Lumar havia ido para a cidade para morar com a tia Maria Zélia após brigar com a mãe, e a tia não aceitava o fato de ele ser usuário de drogas. Em entrevista à imprensa, ele confessou o crime, afirmando que o “universo” o mandou assassiná-la: “Matei ela mesmo, não me arrependo de ter matado, ela mereceu morrer”.
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Portanto, a Desinternação de Lumar segue em análise, com foco na segurança pública e na gravidade do diagnóstico apresentado.









