Portanto, a Prefeitura de Cuiabá criou uma comissão intersetorial para definir o destino adequado de livros didáticos, uniformes e materiais pedagógicos antigos que estão sob a guarda da Secretaria Municipal de Educação, em meio ao rombo de R$ 80 milhões que a gestão aponta como possível indicativo de irregularidades administrativas. A ação foi oficializada na edição de segunda-feira (10) da Gazeta Municipal, enquanto o TCE-MT investiga a compra de materiais.
rombo de R$ 80 milhões: foco na gestão de materiais
Além disso, a iniciativa visa resolver a situação dos insumos arquivados nas unidades de ensino e nos depósitos da secretaria, que perderam utilidade ou validade pedagógica. A comissão terá 45 dias para concluir levantamentos, identificar itens obsoletos e definir critérios padronizados para descarte, reaproveitamento ou doação, sempre com critérios técnicos e legais. Em paralelo, a prefeitura buscará registrar as ações para transparência pública, para que a população entenda o que está sendo feito e por que.
A equipe trabalhará com seis membros de diferentes setores, incluindo a diretoria administrativa, equipes pedagógicas e o Sintep, todos mantendo suas funções habituais. Dessa forma, cada área contribuirá com avaliações técnicas, com o objetivo de evitar desperdícios e de priorizar o atendimento às necessidades pedagógicas atuais.
– Diretoria administrativa da Educação
– Equipes pedagógicas
– Sintep – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública de Mato Grosso
– Setor de Administração/Logística
– Setor de Finanças
– Depósitos e almoxarifado da Secretaria
Para acompanhar o andamento, o secretário Reginaldo Teixeira receberá relatórios semanais de atualização. Em paralelo, o TCE investiga possíveis irregularidades em licitações entre 2025 e 2026. Portanto, a gestão pretende manter o controle de cumprimentos legais, com transparência e foco na melhoria da gestão de materiais.
Segundo o prefeito, há indícios de aquisição excessiva de materiais, o que pode configurar o rombo de R$ 80 milhões, com itens de até quase R$ 1 mil a unidade e outros a R$ 370. Assim, a administração reforça a necessidade de critérios objetivos para a compra, armazenamento e descarte.
Durante inspeção no almoxarifado, em 29 de maio, Abílio Brunini e Sérgio Ricardo encontraram milhares de livros sem uso na rede municipal, aumentando as críticas sobre prioridades de pagamento. Contudo, as autoridades ressaltam que o processo de avaliação continua e que as ações de descarte adequado devem seguir os padrões técnicos e legais.
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