A condenação de facções criminosas começou ao Tribunal do Júri de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, condenando quatro membros do Comando Vermelho pela morte de Maurício dos Santos Silva de Araújo, ocorrida em janeiro de 2024. A desconfiança de que Maurício fosse membro do PCC motivou o crime e, por isso, o caso se tornou um marco no enfrentamento a disputas entre facções.
Condenação de facções criminosas
Identidades e acusações
- Alison Antônio Silva Vieira: 36 anos de prisão, homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, organização criminosa e corrupção de menores.
- Max Matos de Sousa: 25 anos e 10 meses de prisão, homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores.
- Eduardo Vieira da Conceição: 25 anos e 10 meses de prisão, homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, organização criminosa e corrupção de menores.
- Willian da Silva Soares: 22 anos e 4 meses de prisão, homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores.
As penas, juntas, somam 110 anos de prisão. Além disso, Alison, Max e Eduardo também foram responsabilizados por integrarem organização criminosa. Segundo o Ministério Público, a condenação representa um marco no enfrentamento às facções criminosas. Para ampliar o contexto, leia Organizações Criminosas e Eleições 2024.
Segundo o Ministério Público, Maurício partiu com a suspeita de pertencer ao PCC. A avaliação começou após a vítima exibir uma tatuagem no peito, interpretada como sinal do grupo adversário. Portanto, essa ação evidencia a condenação de facções criminosas por parte do Judiciário neste caso.
Eduardo chegou à quitinete, também interrogou Maurício e ajudou nas agressões. Em seguida, o grupo trasladou a vítima para um terreno baldio, onde Alison se juntou aos demais e realizou uma chamada de vídeo com outros integrantes da organização criminosa, enquanto Maurício era novamente interrogado. Ainda amarrado, ele foi golpeado com um pedaço de madeira até a morte.
Pela manhã, o cadáver foi transportado para o Rio Lira, em Sorriso, e jogado para ocultação. Ao ser encontrado, Maurício estava amordaçado e com os pés atados, preso às galhadas. O Conselho de Sentença reconheceu o homicídio como torpe, com meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O motivo decorreu da disputa entre facções criminosas.
Além disso, os jurados também reconheceram ocultação de cadáver e corrupção de menores, devido à participação de um adolescente na ação criminosa. O promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino afirmou: “Não vamos admitir que organizações criminosas imponham suas próprias leis, promovam julgamentos clandestinos e decidam quem pode viver ou morrer. O Estado não pode recuar diante das facções. O enfrentamento ao crime organizado será firme, permanente e dentro da lei”.
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