Empresários do turismo da região do Pantanal de MT posicionaram-se contra a ponte de concreto sobre o rio Cuiabá, em Porto Jofre, no fim da Transpantaneira. A obra ligaria MT a MS e é vista com cautela por poder impactar o turismo e o meio ambiente. Portanto, antes de avançar, o governo deve discutir infraestrutura e os impactos, destacando a integração entre os municípios.
integração entre os municípios
Durante a reunião remota, o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, o Tião da Zaeli, afirmou que pretende discutir uma alternativa com lideranças e parlamentares que atuam em defesa do Pantanal. Além disso, ele pediu uma reunião com o secretário estadual de Infraestrutura para ampliar o debate.
Jaime Okamura, presidente do CETUR/Fecomércio, defendeu a elaboração de um projeto próprio com as principais demandas do setor. Portanto, as Instâncias de Governança Regional (IGRs) podem coordenar propostas e a articulação entre os municípios.
Representante da IGR-Pantanal, José Marcos, declarou que a ponte, na forma apresentada, não traz claras vantagens para o turismo de MT e tende a atender, em maior medida, aos interesses de MS. No entanto, afirmou que a articulação entre os municípios mato-grossenses pode ampliar o roteiro de visitantes e distribuir os benefícios.
André Turony, empresário com mais de 30 anos de atuação no Pantanal, defende que parte dos recursos da ponte seja destinada à infraestrutura turística. Além disso, ele estima que, se o custo da ponte ficar em torno de R$ 60 milhões, outras obras prioritárias podem ser priorizadas. “Não fomos ouvidos sobre o projeto desta ponte. Necessitamos de energia elétrica, o mais importante”, afirmou.
Redirecionar parte dos recursos para infraestrutura em vez de apenas a ponte, quando o custo ficar estimado em torno de R$ 60 milhões.
Investir em estradas que conectem Poconé a Barão de Melgaço e Poconé a Cáceres, via Porto Conceição, no rio Paraguai.
Consolidar a ligação entre Joselândia e Águas Quentes para ampliar o roteiro turístico.
O empresário também enfatizou o papel da preservação da fauna, destacando a observação de onças, e citou o documentário “A Marcha das Onças”, que, segundo o empresário, será lançado pela Netflix.
Setor teme impactos ambientais, conforme Ailton Lara, proprietário de uma pousada no fim da Transpantaneira. Ele destacou a necessidade de melhorias na navegação, segurança e infraestrutura aeroportuária para receber aeronaves de maior porte. Além disso, ele alertou para impactos ambientais e para o regime hídrico do Pantanal, que depende de inundações para manter o equilíbrio.
Ao final, as lideranças definiram ações para as próximas etapas, incluindo a integração entre os municípios e a melhoria da infraestrutura rodoviária. Entre as propostas estão ligações entre Poconé e Barão de Melgaço, entre Poconé e Cáceres pelo Porto Conceição, e a ligação entre Joselândia e Águas Quentes, com o objetivo de ampliar destinos e preservar a região.
Essa pauta continua sendo central para ampliar o turismo, fortalecer a economia local e preservar as características naturais da região. Para acompanhar as notícias, consulte as fontes oficiais: Repasses aos consórcios públicos: definição do tce e Novo sistema tributário em vigor: entenda o que muda.










