A direção nacional do Partido Liberal (PL) não vai obrigar prefeitos, lideranças e demais filiados da sigla em Mato Grosso a fazer campanha para a candidata do MDB ao Senado, Janaína Riva, apesar da aliança entre os partidos na disputa pelo Governo do Estado. A definição estabelece a composição entre PL e MDB apenas para o pleito estadual, sem obrigação de apoio mútuo na corrida ao Senado.
composição entre PL e MDB
Além disso, a informação foi confirmada nesta terça-feira (4) pelo deputado federal José Medeiros (PL) e pelo seu primeiro suplente na chapa ao Senado, Odílio Balbinotti.
Segundo eles, o entendimento foi consolidado após reuniões em Brasília com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e com o senador Flávio Bolsonaro. A decisão é clara: a composição entre PL e MDB ficará restrita à eleição para o Palácio Paiaguás, sem qualquer obrigação de apoio mútuo na disputa pelo Senado.
Com isso, o PL manterá sua campanha concentrada exclusivamente na candidatura de Medeiros, enquanto o MDB conduzirá de forma independente a candidatura de Janaína Riva.
“Houve uma coligação para o Governo do Estado. O PL continua com um único candidato ao Senado e o MDB vai ter a candidatura dele. Cada um toca o seu barco. São candidaturas independentes e não coligadas entre si. Não queremos passar uma mensagem truncada para o nosso eleitor. O nosso eleitor perguntou se nós iríamos com o MDB, e a resposta é: nós não vamos”, afirmou Medeiros.
De acordo com Odílio Balbinotti, a direção nacional do partido compreendeu a resistência manifestada por prefeitos e lideranças do PL em Mato Grosso à aliança com o MDB. Segundo ele, Valdemar Costa Neto assegurou que não haverá qualquer tipo de punição aos filiados que decidirem não fazer campanha ao lado do partido aliado.
“Nós tentamos convencer o presidente Valdemar de que o MDB não seria uma boa composição, não pelo PL, mas pelos eleitores. Os nossos eleitores enxergam no MDB os nossos adversários e o impacto dessa aliança foi muito negativo. A minha preocupação sempre foi com o eleitor”, declarou Balbinotti.
Na avaliação da dupla, a decisão preserva a identidade da campanha do PL ao Senado, mantendo a composição entre PL e MDB apenas para o Governo, evitando que prefeitos, vereadores e lideranças locais sejam obrigados a pedir votos para a candidata do MDB em razão da composição estadual.
Além da definição interna, Medeiros recebeu novos gestos de apoio do grupo bolsonarista. Nas últimas horas, o senador Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo reafirmando o deputado como o nome apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para o Senado em Mato Grosso. Em seguida, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro compartilhou o mesmo conteúdo nas redes sociais e escreveu que Medeiros é o candidato que seu “marido escolheu”.
Nos bastidores, as manifestações foram interpretadas como reforço de que o apoio do núcleo bolsonarista permanecerá concentrado exclusivamente na candidatura de Medeiros ao Senado. Para mais informações, leia no Portal 163:
eleição de Flávio Bolsonaro: estratégia do PL em MT e
Podemos cortejado pelas chapas fortes: análise eleitoral.










