Jhonatan Vieira dos Santos, preso em flagrante pelo assassinato do cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, havia procurado a esposa da vítima dias antes do crime para informar que o policial mantinha um suposto relacionamento com sua companheira. O delegado Rogério Gomes, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), confirmou a informação nesta quarta-feira (5) durante as investigações, reforçando a linha do caso extraconjugal como possível motivação. A equipe policial também avaliou que esse elemento poderia explicar parte do comportamento do suspeito nos dias que antecederam a investigação. Caso extraconjugal: PM é morto durante aula de jiu jitsu
Segundo o delegado, esse contato ocorreu cerca de dois ou três dias antes da execução e foi confirmado pela própria esposa do policial durante depoimento. Além disso, o investigado teria informado a esposa da vítima para alertar sobre o suposto relacionamento, reforçando a linha de investigação envolvendo o caso extraconjugal. Tenente-coronel é acusado de chantagear vídeo íntimo.
caso extraconjugal como motivação
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o homicídio foi motivado por ciúmes e premeditado. De acordo com Rogério Gomes, testemunhas relataram que o investigado demonstrava inconformismo com o suposto relacionamento e chegou a procurar Renato no local onde ele ministrava aulas de jiu-jítsu dias antes do assassinato. “As informações apontam que ele já vinha dando sinais do descontentamento com esse possível envolvimento amoroso. Tudo indica que foi um crime premeditado”, disse o delegado.
Outro elemento importante à investigação é um boletim de ocorrência registrado pelo suspeito há cerca de dois ou três meses. No documento, segundo a Polícia Civil, ele relata o suposto relacionamento entre sua companheira e o policial militar. “Segundo ele, esse boletim era para se resguardar, como estava no próprio boletim de ocorrência. Foi juntado aos autos do inquérito. É uma peça importante aí para a investigação.”
Essa linha de investigação envolve o caso extraconjugal. O foco permanece na possibilidade de que ciúmes tenha motivado o homicídio, e as autoridades buscam confirmar a relação entre as partes envolvidas antes de qualquer conclusão.
O assassinato – Renato Oliveira Aragão foi morto na noite dessa terça-feira (4), enquanto dava aula em um projeto social de jiu-jítsu realizado no anexo do CRAS Cristo Rei, em Várzea Grande. Conforme a DHPP, o suspeito efetuou pelo menos 11 disparos, sendo que seis atingiram a vítima, principalmente na região do tronco.
- Condição do crime: execução durante aula de jiu-jítsu em projeto social.
- Armas: arma de fogo apreendida, perícia será realizada.
- Motivação: ciúmes relacionados ao caso extraconjugal, hipótese central.
Após os tiros, o homem foi contido por alunos e outras pessoas que estavam no local até a chegada da Polícia Militar. Durante a coletiva, o delegado revelou ainda que o assassino também portava uma faca no momento da prisão e que uma das pessoas que ajudou a desarmá-lo sofreu ferimentos leves.
O suspeito foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por meio cruel e por recurso que dificultou a defesa da vítima. Em depoimento, ele optou por permanecer em silêncio. Ele passa ainda hoje por audiência de custódia.
A arma utilizada no crime foi apreendida e será submetida à perícia.
Segundo a Polícia Civil, outras circunstâncias do crime continuam sendo apuradas e novas qualificadoras ou eventual participação de terceiros não estão descartadas.










