Baixa umidade do ar: como Cuiabá enfrenta o tempo seco

Defesa Civil de Cuiabá monitora a baixa umidade do ar e orienta economia de água.
Baixa umidade do ar em Cuiabá exige ações rápidas para proteger saúde, água e meio ambiente.
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Baixa umidade do ar

A Defesa Civil Municipal acompanha diariamente os impactos da baixa umidade do ar em Cuiabá e mantém o monitoramento dos níveis dos rios Cuiabá e Coxipó para prevenir possíveis reflexos no abastecimento de água. Além disso, a pasta intensificou o acompanhamento das previsões meteorológicas diante da possibilidade de um episódio de El Niño de forte intensidade nos próximos meses.

Segundo o secretário, a umidade relativa do ar tem permanecido entre 20% e 30%, com previsão de ficar abaixo dos 20% nos próximos dias, situação considerada crítica tanto para a saúde da população quanto para a disponibilidade hídrica. No entanto, ele explicou que a redução da umidade é característica desta época do ano em Mato Grosso, e a principal preocupação é a possibilidade de o período seco se prolongar até o fim de 2026 e início de 2027. Portanto, a baixa umidade do ar exige monitoramento constante.

“Estamos monitorando e nos preparando. Toda semana realizamos reuniões para acompanhar os cenários e avaliar as previsões. Nosso objetivo é antecipar ações para reduzir os impactos caso o período crítico se prolongue”, afirmou.

  • Reunião com a concessionária Águas Cuiabá para acompanhar as condições de captação nos rios que abastecem a capital.
  • Caso seja necessário, orientar a população a adotar medidas de economia de água para preservar o abastecimento durante o período mais seco do ano.
  • Reforço de campanhas de prevenção às queimadas urbanas, evitando fogo em terrenos, descarte inadequado de resíduos e lotes sujos.
  • Mapeamento das regiões com maior incidência de queimadas, onde o descarte irregular de lixo costuma contribuir para incêndios.
  • Campanhas de conscientização e orientação para que moradores denunciem situações suspeitas pelos telefones 190, 193 e 199 ou pelos canais da Sorp.

Além disso, o secretário pediu à população que colabore na prevenção às queimadas urbanas, conforme explicou as ações de fiscalização e que crimes ambientais podem resultar em responsabilização administrativa, civil e criminal. Em Cuiabá, câmeras de segurança ajudaram na identificação dos responsáveis e o material já foi encaminhado às autoridades.

Com a previsão de temperaturas que podem ultrapassar os 40°C nos próximos meses, Alessandro Borges orientou a população a adotar medidas simples para reduzir os efeitos do tempo seco: manter ambientes umidificados, consumir água, evitar exposição prolongada ao sol e, quando necessário, usar máscaras para reduzir a inalação de poeira, especialmente para crianças, idosos e doentes respiratórios. Portanto, a redução dos impactos da estiagem depende da atuação integrada do poder público e da participação da população.

Se cada um fizer a sua parte, usando a água com responsabilidade, descartando o lixo corretamente e evitando queimadas, conseguiremos atravessar este período com menos riscos para a saúde, para o meio ambiente e para o abastecimento da cidade. Essa situação de baixa umidade do ar reforça a necessidade de participação de toda a população.

Para leitura complementar, veja as Previsões de agosto e a Mato Grosso reduz em 78% focos de calor em julho.

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